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24 de fev. de 2008

Juno (Juno, 2007)

O segundo longa-metragem de Jason Reitman está longe de ser uma mera comédia besteirol. Pelo contrário. É um filme maduro, uma comédia dramática profunda, difícil de se ver hoje em dia.

Na trama, Juno MacGuff (Ellen Page) é uma jovem de 16 anos que acidentalmente engravidou de Paulie Bleeker (Michael Cera), um grande amigo com quem transou apenas uma vez. Inicialmente ela decide fazer um aborto, mas ao chegar na clínica muda de idéia. Junto com sua amiga Leah (Olivia Thirlby) ela passa a procurar em jornais um casal a quem possa entregar o bebê assim que ele nascer, já que não se considera em condições de criá-lo. É assim que conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um casal com boas condições financeiras que está disposto a bancar todas as despesas médicas de Juno, além de dar-lhe uma compensação financeira caso ela queira. Juno recusa o dinheiro para si, mas decide que Vanessa e Mark ficarão com seu filho.

O ponto mais alto do filme é o belíssimo roteiro de Diablo Cody. Ela sabe tratar assuntos polémicos da mesma forma que cria situações engraçadas. Gravidez na adolecência e aborto - temas centrais para construção da trama - são assuntos tão banais na atual sociedade que o verdadeiro desafio do filme é não ser mais uma produção banal. Temos então Jason Reitman que cria perfeitamente um ambiente leve, sabendo exatamente o que faz. Reitman tem pé no chão e não teme fazer do seu jeito, uma característica essencial para um cineasta.

Mais do que 'A adolescente que engravida', Juno (Juno, 2007) é um filme sobre escolhas. Qual delas devemos tomar diante de situações tão difíceis? É impressionante e excitante o quanto Ellen Page cativana pele da protagonista rebelde, mas a atriz não está só, vem acompanhada de um elenco classe A, mais uma vez, resultado da competência de Reitman.

COTAÇÃO: 5 estrelas

Maldita Sorte (Good Luck Chuck, 2007)

Com mulheres bonitas no elenco, “Maldita Sorte” nada mais é do que uma comédia sem graça e tosca que não agrada nem um pouco. Um enredo sem sentido quase se aproximando ao gênero pornô sem nenhuma necessidade. Ainda não consigo entender como Jéssica Alba continua atuando. A atriz nunca esteve pior. A única coisa que agrada é sua beleza. Ela não se aproxima nem um pouco de uma mulher tímida e desastrada, mais parece uma doida querendo chamar a atenção.

O filme começa na década de 80, onde Charlie (Dane Cook) está com amigos e amigas jogando “O Jogo da Garrafa”. Quando chega a sua vez, Charlie vai para o guarda-roupa com uma garota gótica maluca. Ele então quebra a regra principal – Recusando-se a beijá-la – assim a garota joga uma maldição no garoto. Agora, 25 anos depois, Charlie é um bem sucedido dentista amaldiçoado que não consegue encontrar a garota ideal, não consegue dizer “eu te amo” a ninguém e teme ficar sozinho. Após presenciar o terceiro casamento de uma ex-namorada, Charlie recebe o apelido de “Amuleto do Amor” na cidade, já que todas as suas ex sempre encontram suas almas gêmeas. Agora todas as mulheres querem experimentar o tal “amuleto do amor” para depois encontrarem suas “caras metades”. Ele no inicio não gosta da idéia de saber que é objeto sexual das mulheres. Mas depois começa a se acostumar com a idéia quando vai pra cama com quase todas as mulheres da cidade. Até que conhece Cam (Jessica Alba), uma desastrada amante de pingüins. Sabendo o que pode acontecer de levar a única garota que fez seu coração bater forte para cama. Ele fará de tudo para saber de onde veio e como acabar com a “maldita sorte”.

A história até que poderia ser legal, a aproximação do gênero pornô foi um exagero da minha parte. Poderia ser uma comédia romântica boa que faz você sonhar acordado, mas só poderia. Se o elenco fosse outro, quem sabe o filme melhoraria. A maioria das vezes os atores se tornam os donos da história em comédias românticas. Alba e Cook estão ridículos no papel, não há nenhuma cena de amor convincente entre os dois. É horrível.

Ainda não entendo por que Jessica Alba entrou nesse filme, a atriz já fez alguns papéis bons como em Sin City. Entrar num trabalho come esse é burrice. O diretor estreante Mark Helfrich, começou muito mal ainda. Eu não sei como um filme desses consegue orçamento, sinceramente, “Maldita Sorte” é uma comédia besta, de mau gosto, um lixo e uma perda de tempo.

CONCLUSÃO: 1 estrela

21 de fev. de 2008

Elizabeth: A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age, 2007)

Em 1998 "Elizabeth" veio aos cinemas com Cate Blanchett na pele da rainha dando um show de interpretação que a levou a uma indicação ao Oscar de melhor atriz. Agora, dez anos depois ela volta em Elizabeth: A Era de Ouro.

Na Inglaterra de 1585, com quase três décadas de reinado, Elizabeth I continua lidando com o forte anseio por seu trono e a remanescente ameaça de traição na própria família. Ao mesmo tempo, um vento destruidor de catolicismo fundamentalista varre a Europa do século XVI, tendo como testa-de-ferro o rei da Espanha, Filipe II. Apoiado pela Igreja em Roma e armado com a Inquisição, Felipe está determinado a arrancar a “herege” protestante do trono e restaurar a Igreja Católica Romana na Inglaterra.

Os destaques do filmes são as interpretações. Cate Blanchett dá um show, o que não era surpresa. Adoro as cenas em que os personagens explodem de raiva, para isso é preciso preparação do ator e uma boa direção, para dizer quando é hora de parar. E Blanchett mostra que realmente é uma das melhores atrizes da atualidade. Prova disso está em mais uma indicação ao Oscar como melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Uma cena que mais me chamou atenção foi a de “disputa de amor” entre a rainha Elizabeth I, sua dama de companhia Bess e o aventureiro Sir Walter Raleigh vivido por Clive Owen, que desde de "Closer – Perto demais" vem arrancando suspiros da mulherada toda vez que é mencionado seu nome. Impossível não se envolver nesta cena.

O figurinista Alexandra Byrne (“Elizabeth” e “O Fantasma da Ópera”) torna o figurino impecável. Cada detalhe é observado com calma para ser então levado à telona. Com grande favoritismo leva essa estatueta de melhor figurino para casa. Os vestidos usados por Elizabeth são belíssimos encantam os olhos. As roupas dos plebeus e as armaduras de guerrilhas não ficam de fora.

A trilha sonora de AR Rahman (“Plano Perfeito”) e Craig Armstrong ("Simplesmente Amor") melhoram ainda mais o filme. A música da cena final é fantástica. As qualidades estéticas são muitas, mas o filme em si não chega a ser o do ano. Para que esta com uma expectativa de ver um filme maravilhoso de guerra vai quebrar a cara, levar um balde de água fria. O próprio diretor Shekhar Kapur disse “o longa-metragem é sobre a batalha entre sua vida como rainha e sua vida pessoal. Termina na destruição da armada espanhola em larga escala”. Fiquei absolutamente frustrado com o final, apesar da trilha.

Algumas faltas (Não confunda com falha) no roteiro Elizabeth: A Era de Ouro merece ser observado atentamente. Tudo melhora com o espetáculo que Cate Blanchett dá. No final das contas é um filme indispensável para os amantes de história. Se a cotação aqui está três estrelas é só por causa de Blanchett. Não espere um filme com gigantescas batalhas de guerra, ou coisa do tipo.

CONCLUSÃO: 3 estrelas

14 de fev. de 2008

Indiana Jones 4 (2008)

Photobucket

ATUALIZADO: Trailer Legendado

Quando anunciaram que a produção do quarto filme de Indiana Jones seria feita logo pensei “Pra que isso?”.

Já basta três filmes, pra que mais? Depois foi divulgado então o trailer comecei a assistir começando com as frases dizendo o que ele fez em cada um dos filmes anteriores. Ai então ele pega o chapéu e o tema clássico começa a tocar e a primeira coisa que penso é “Indy Voltou!”

Confira abaixo o trailer:



10 de fev. de 2008

Cloverfield - Monstro (Cloverfield, 2008)

Depois muita ansiedade e espera por muitos, Cloverfield chega às telonas. Quando passaram a rodar um teaser trailer nos cinemas, onde a imagem, embora muito boa, era de uma câmera caseira. A destruição de N.Y. era o destaque, pessoas desesperadas filmavam um monstro gigantes passando de longe entre alguns arranha-céus da cidade, depois era jogado perto daquelas pessoas a cabeça da estatua da liberdade. E no final, não anunciava o nome do filme somente a data de sua estréia: 1-18-08.

Uma jogada de marketing inteligente, para atiçar a curiosidade das pessoas. Felizmente, isso funcionou. Pois atraiu muitas pessoas para irem ao cinema assistirem Cloverfield.
Talvez não tenha agradado algumas pessoas pelo estilo do filme. Claro, ninguém está acostumado a ver um filme no cinema com se fosse um vídeo no YouTube. A imagem não é ruim, volta a dizer, longe disso, o fato é que o filme todo é uma filmagem caseira. Pra entender melhor, basta assistir ao trailer.

A câmera fica o tempo inteiro com Hud (T.J. Miller) que filmava a festa de despedida de seu melhor amigo Rob Hawkins (Michael Stahl-David) – de partida para o Japão – até tudo começar... Um pequeno terremoto, as bombas e os gritos! O Cara registra tudo, não solta a câmera por um minuto, até mesmo quanto está frente a frente com o monstro. E a bateria não acaba. Durante todo o filme a câmera fica ligada e ela NÃO ACABA! Ficaram tão preocupados com a bateria do celular que nem notaram a “bateria infinita” da câmera.

Com muita correria “O Monstro” não é o principal destaque do filme. Os personagens tomam esse papel. São atores bons, que não são famosos, nem conhecidos mundialmente. Ainda bem! Se fossem “super-astros” o filme não seria nem um pouco realista... e, com o perdão da palavra, seria uma verdadeira merda! "Cloverfield" é muito bom, mas não chega a ser o filme do ano. Mas garanto que nunca ouve nada como Cloverfield, falo isso comparando a filmes do mesmo gênero que jamais chegaram ao realismo que esse filme possui.

CONCLUSÃO:
4 estrelas

4 de fev. de 2008

Produzindo com Jerry

jerry Quem me dera ter todos os filmes/séries de Jerry Bruckheimer (em DVD, mas não ligaria se fosse no currículo). Depois do primeiro Piratas do Caribe e A Lenda do Tesouro Perdido, me tornei fã desde produtor que a cada produção me surpreende mais e mais. Suas séries para a TV como C.S.I. e suas derivações e Cold Case (Arquivo Morto) são provas que Jerome Leon Bruckheimer, esse americano nascido em Detroit, escolhe a dedo o que fazer. Com a estréia de A Lenda do Tesouro Perdido 2: O Livro dos Segredos dia 25 de Janeiro, vou falar aqui das produções dele que acompanhei a partir dos filmes que citei.

Recentemente, em 2007, tivemos o último (até então) Piratas do Caribe. Batizado de No Fim do Mundo, ele fechou a “trilogia” dos piratas quase que magnificamente se não fosse algumas pisadas na bola em alguns momentos do longa que, como os anteriores, tem mais de 2h30m de duração, consideravelmente longo para o filme sobre piratas mesmo que seja bom o bastante para não perder ritmo e manter o espectador ligado do início até o fim dos seus créditos (finais).

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Voltando mais um pouco, em 2006 tivemos o inteligente e odiado por alguns, Deja Vu. Dirigido de maneira rápida e angustiante por Tony Scott (irmão de Ridley Scott), nunca vi pouco mais de 2 horas passarem tão rapidamente. O fato de o governo ter criado uma máquina que pode ver 4 dias no passado de maneira contínua (isto é, não podemos retroceder ou avançar, é tudo em tempo real!) foi um assunto que souberam desenvolver muito bem e manter o curso que foi seguido até o final. Mais uma vez, neste podemos ver o dedo do Sr. Bruckheimer. Quem não lembra das explosões do filme? Não que ele faça apenas as explosões ou que seja um “produtor-explosivo” (!), mas muitos dos filmes que ele produz têm essa marca de grandes destruições (não, ele não produziu Transformers! Que pena). Ainda em nesse, tivemos outro Piratas do Caribe. Dessa vez foi chamado de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest). Mais uma vez com mais de duas horas e agora sem mais preocupações de contar o passado dos personagens.

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O ano de 2005 foi tipo um tempo de férias para O PRODUTOR. Já em 2004 tivemos dois longas legais que merecem citações aqui. Primeiro foi a surpresa de A Lenda do Tesouro Perdido com Nicolas Cage. Foi aí que passei a ter uma certa consideração pelo ator mas ano passado perdeu isso pelo péssimo O Vidente. Mas voltando ao filme, o negócio de contar a história dos Maçons de modo bagunçado e lembrando C.S.I. me pegou desprevenido e meio de tantos filmes que estavam no cinema. É um ótimo entretenimento, mas nem tudo é perfeito. Outro, foi também mais uma versão da história dos caveleiros da távula redonda (mais conhecida como a história do Rei Arthur). Desta vez, Rei Arthur, tem Clive Owen, Ioan Gruffudd e Keira Knightley no elenco e direção de Antoine Fuqua (diretor de Dia de Treinamento).

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Agora em 2003, eis que surge Piratas do Caribe, o “ORIGINAL.” Trazendo de volta o gênero pirata e fazendo sua continuação levar mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Com uma história leve e sem apelação conseguiu “fundos” suficientes para mais continuações. O Pérola Negra e sua maldição foram quase ofuscados pelo destaque de Johnny Depp como o Capitão Jack Sparrow.

E só para terminar (fugindo do meu objetivo nesta matéria) antes destes filmes, ele trabalhou com o diretor/produtor Michael Bay em Bad Boys (1995), Bad Boys II (2003), Pearl Harbor (2001), A Rocha (1996) e Armageddon (1998). Pena que essa parceria não rolou em Transformers. Ainda tem muitas produções que não citarei/citei e em 2007 tem Prince of Persia que promete ser outra franquia a repetir o sucesso dos piratas.

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3 de fev. de 2008

Novissima foto de Homem de Ferro

"Esse ficou show!" Como diria um amigo meu.

Na nova foto de Homem de Ferro, agora temos Tony Stark testando a armadura. Será que esse local é a casa dele? Tudo bem que ele é milionário... pode até ser mesmo =D

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Homem de Ferro estréia em Maio... tá chegando perto, mas ainda vai demorar...

2 de fev. de 2008

Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Man, 2007)

Não conheço o trabalho dos irmãos dos irmãos (Ethan e Joel) Coen. Acho que os únicos filmes que assisti de deles foram Fargo (1996) e Matadores de velhinhas (2004). O que eu sei é que fizeram um excelente trabalho em Onde os fracos não têm vez. Filme campeão de indicações ao Oscar de 2008 que finalmente estréia no Brasil.

O longa se passa no Texas, década de 80 onde um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Melhor edição de efeitos sonoros, melhor diretor, melhor ator coadjuvante, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor montagem, melhor som e melhor filme. Essas são as nada mais do que oito indicações ao Oscar que Onde os fracos não têm vez recebeu, fora dois prêmios do Globo de Ouro. Confesso que Joel e Ethan Coen na direção do filme me deixou um pouco assustado, logo que vi seus nomes em um dos cartazes do filme foi logo assisti Fargo, daí confiei plenamente nos dois. E não me arrependi nem um pouco. É fabuloso ver como eles levam esse filme bem e os atores, claro, se dão com isso, o que é ótimo.

Falando em atores, o espanhol Javier Bardem da um show de interpretação, na pele do assassino frio Anton Chigurh, isso lhe garantiu uma indicação no Oscar. Adoro os vilões, e esse é ruim mesmo, não tem piedade, é frio, não há ninguém que tenha visto seu rosto e sobrevivido. Não poderia ter nada para melhorar, um cara “sortudo” acha uma valise com dois milhões de dólares e um assassinos frio atrás dele durante todo o filme, é genial! Com um time de atores bons dirigidos por diretores melhores ainda e com vários outros aspectos, Onde os fracos não têm vez, é excelente. E com toda certeza ganhará vários prêmios.

COTAÇÃO: 4 estrelas