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30 de jun. de 2008

Liberado o Teaser Trailer de 007 - Quantum of Salace

A Sony Pictures e a MGM divulgaram o primeiro Teaser Trailer do vigésimo segundo filme do agente James Bond, 007 - Quantum of Solace, confira:



Na continuação de Cassino Royale, James Bond (Daniel Craig) quer vingança - e com a ajuda da bela Camille (Olga Kurylenko) segue os rastros de Dominic Greene (Mathieu Amalric), integrante de uma misteriosa organização que tenta controlar uma vasta fonte de recursos naturais na América do Sul com apoio do ex-ditador exilado General Medrano (Joaquin Cosio).

O elenco ainda tem Gemma Arterton , Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, AnatoleTaubman e outros. Marc Forster dirige.

Quantum of Solace chega aos cinemas em 7 de novembro.

Avaliação do Trailer: 5/5


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"Hellboy II - O Exército Dourado" tem Novo trailer


A Universal liberou o novo trailer de "Hellboy II - O Exército Dourado", por enquanto não há legendas. Confira:



No filme, o reino dos seres fantásticos entra em guerra com os humanos. O Príncipe Nuala (Luke Goss) desperta o temível exército dourado para vencer a batalha, enquanto Hellboy (Ron Perlman) e aliados tantam defender o lado de cá.

Novamente dirigido por Guillermo Del Toro, o novo longa do herói demoníaco estréia em 11 de julho lá fora e em 5 de setembro no Brasil.

Avaliação do Trailer: 4/5

27 de jun. de 2008

WALL-E (2008)



Como já era de se esperar a Pixar Animation Studios não decepciona e nos dá um maravilhoso presente Wall-e. A Pixar me faz ter esperança, todos os longas do estúdio é resultado de muita dedicação e amor no que fazem.

Wall-e começa no ano 2700. Nessa época, a Terra não é mais habitada por humanos, que agora vivem a bordo da gigantesca nave Axiom, que orbita ao redor do planeta. A Terra foi transformada pelos humanos, ao longo dos séculos, em um imenso depósito de lixo e se tornou um lugar extremamente tóxico. Os homens ainda tinham a esperança de conseguir limpar nosso mundo quando decidiram contratar uma mega-empresa chamada Buynlarge Corporation. Ela ficou encarregada de limpar a Terra e, para isso, enviou milhares de robôs programados para coletar todo o lixo. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall-E.

Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação. A vida de Wall-E toma um novo rumo quando, um dia, uma nave pousa na Terra e dela sai uma nova unidade operacional, chamada Eve ("Eva", fazendo analogia com a Bíblia). Wall-E, claro, se apaixona por essa robozinha, que foi enviada ao planeta com uma missão secreta. Os dois se tornam amigos e Wall-E tenta desesperadamente conquistá-la. Até que Eve é chamada de volta e nosso herói tem que escolher: ir com ela ou continuar coletando lixo, como foi programado?

Os primeiros minutos do filme já são memoráveis. A Terra repleta de torres de lixo, eis que surge um robozinho deixando seu rastro na poeira do chão, sem nenhuma trilha sonora ele limpa a sujeira dos homens, daí surge o título do filme. Graça a parceria do diretor e co-produtor Andrew Stanton (Procurando Nemo, Vida de Inseto) e o consultor visual Roger Deakins. Responsável pela fotografia de nada mais, nada menos “O Assassinato de Jasse James...” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”, entre diversos outros projetos e premiações também.

Em Wall-e ficamos diante de Charles Chaplin da atualidade – a paixão cepa por Eve, a timidez, a preocupação na humanidade, os olhos tristes e cômicos ao mesmo tempo, o jeito desastrado e até o fato de ser mudo (todas as falas de Wall-e são compostas por ruídos). O filme não se torna algo “velho”, se é assim que pensa. A Pixar não esqueceu de pôr suas caprichadas. A dança espacial de Wall-e e Eve é incrível e entrará para a história da animação.

Os criadores não esquecem de colocar a questão de problemas ambientais, de forma que não pareça muito apelativo. Sem falar da verdadeira aula de história que roda nos créditos finais, imagens que começam em pinturas rupestres e vão até os gráficos digitais de hoje. Fantástico. Não há dúvida que a Pixar Animation Studios é o estúdio cinematográfico que mais ama o que faz. Fico até mais tranqüilo por saber que existe a Pixar, que de quebra nos dá mais um de seus engraçadíssimos curtas antes do filme começar Presto. O final pode parecer um tanto óbvio, mas não poderia ser de outro jeito.

26 de jun. de 2008

A Outra (2008)



Depois de Elizabeth e sua seqüência, Elizabeth – A Era de Ouro agora é a vez de A Outra, para contar os acontecimentos do nascimento da Rainha Bastarda – como foi chamada na Inglaterra. A Outra assim como Elizabeth traz figurinos belíssimos que chama mais atenção no pelo seu elenco.

O período é um dos que mais obteve destaque na história da Inglaterra. Sir Thomas Bolena (vivido por Mark Rylance) vê uma oportunidade de ouro nas mãos quando seu cunhado, ligado diretamente ao rei Henrique VIII (Eric Bana), lhe propõe que transforme uma de suas filhas em amante do monarca. A empreitada favoreceria a família, colocando-a não só no séqüito do rei, mas garantindo conforto, propriedades e riquezas. Isso para não mencionar a maior ambição da época: gerar um herdeiro. Incutido pela ambição, Bolena imediatamente decide apresentar sua filha Ana Bolena (Natalie Portman) para assumir a “responsabilidade”. Eles só não contavam com o fato de que, por um imprevisto, Henrique VIII acabaria interessando-se pela mais nova, chamada Maria (Scarlett Johansson), recém-casada.

A partir daí, um jogo pelo poder está prestes a ser iniciado, já que a ambiciosa Ana não se dará por vencida – especialmente pela tímida irmã, que considera incapaz de manter o interesse do rei. Determinada, ela faz com que ele provoque no país um dos maiores escândalos já escritos: anula o casamento com a rainha e casa-se com Ana, que lhe promete um herdeiro homem. Com isso, ele é excomungado pelo papa, fazendo com que funde a Igreja Anglicana.

O longa tem um início fraco, o que prende mesmo a atenção é o desfecho que se desenvolve até o fim. E nisso Justin Chadwick ganha todos os méritos. O principal erro do filme está no roteiro. JC faz sua parte, consegue colocar Portman, Bana e Johasson em seus devidos lugares. Peter Morgan é responsável pelo script do filme e de longas como A Rainha. Da mesma forma que aconteceu no filme de Shekhar Kapur há muita carência no roteiro, isso é notável. Não é necessário ficar atento. O roteiro é bem escrito, com diálogos inteligentes, Morgan faz até diferente doutros filmes de época. Tudo acontece muito rápido, o único erro é este. O livro A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory em que o filme é baseado e que eu não tive a oportunidade de ler talvez seja muito grande. Coisa difícil para adaptar em menos de 2 horas de projeção.

A obrigação dos editores Paul Knight e Carol Littleton (A. C. E) é fazer com que essa falta de conteúdo no roteiro seja ao menos amenizada. Infelizmente os dois não conseguem maquiar o erro de Morgan, para decadência do filme. O fato de esquecer alguns personagens, mesmo que sejam coadjuvantes, fica chato. Não há explicação lógica para tais sumiços. Também há a “camuflagem” de Johansson talvez pelo fato de Portman roubar totalmente as cenas em que aparece, dando novamente um show de interpretação. O elenco e a direção trabalham muito bem juntos, ver os personagens se desenvolverem é ótimo. O longa tinha tudo para ser um exelente filme: ótimos atores, cenários e figurinos riquíssimos, e um diretor competente. Cai no vácuo em conseqüência do roteiro, embora Morgan tenha feito um bom trabalho. Talvez pelo fato de temer fazer um filme longo e cansativo, era um risco...


http://tablito.blogspot.com/2008/02/critica-elizabeth-era-de-ouro-elizabeth.html

23 de jun. de 2008

Jogo de amor em Las Vegas (2008)



Jogo de amor em Las Vegas agrada por ser diferente, mas seu final não abandona a mesmice de comédias-românticas, e é o que podemos esperar, não?

Em Jogo de Amor em Las Vegas, Joy McNally (Cameron Diaz) é dispensada pelo noivo; e Jack Fuller (Ashton Kutcher) é demitido pelo próprio pai. Ambos decidem chorar as mágoas em Las Vegas. Após uma noite de muita diversão, acordam e descobrem que se casaram. Já sóbrios, apostam uma última moeda no caça-níquel... e ganham 3 milhões de dólares. A partir daí, eles têm de aprender a conviver, pois só poderão desfrutar do dinheiro se provarem que formam um casal estável. Outra alternativa será convencer o outro a desistir da relação, tornando-a um inferno. A partir daí se desenvolve a trama da comédia, que fica forte.

Tom Voughan, em seu primeiro longa, aproveita com aptidão o gênero. Uma boa comédia se dar pela direção (óbvio) e pelo roteiro (idem), principalmente o roteiro. Dana Fox assina um roteiro inteligente, com diálogos engraçadíssimos. Diaz e Kutcher são ótimos juntos. Ashton faz uma cena super engraçada na terapia, quando ele está com o olho roxo. A única coisa que faz o filme se tornar clichê é seu final, daqueles finais felizes clássicos de comédias românticas. Não deixa de ser ruim por isso, só que estamos cansados de ver comédias desse tipo (em que o casal briga durante todo o filme e nos minutos finais eles se reconciliam e ficam juntos). Não é nenhum spoiler o que eu estou falando. Você certamente já imaginava o fim do filme logo que lera a sinopse.

Comédias românticas são assim, existem pessoas que gostam de se prender a coisas repetitivas. Seja como for Jogo de Amor em Las Vegas é somente mais do mesmo. Engraçado e até emocionante – ok, não chegaremos a tanto. Mesmo que siga a bula, chega a ser diferente até certo ponto.

Ashton Kutcher na cena de “corrida” para ver quem chegaria primeiro à psiquiatra não lembra a cena inicial de Recém Casados? Kutcher tem bom desempenho fazendo papéis que ele está acostumado a fazer (e nós à ver). Fica chato ver algo parecido demais, quero vê-lo fazendo outros papéis, seria curioso ele em outro gênero como em Efeito Borboleta, que talvez tenha sido o seu melhor papel, embora o filme não seja tão bom.

Digo que Jogo de Amor em Las Vegas é apenas fraco. Você se diverte pra caramba, porém continuou implicando com o seu final, poderia ter algo diferente, empolgante. Se tem uma coisa que faz o filme dar certo o nome disso é: Ashton Kutcher e Cameron Diaz.