
É um desafil pessoal interpretar filmes que te desafiam. De vez em quando nos deparamos com um exemplo dessas obras que por mais que tentamos fica difícil entender certos pontos, momentos incompreensíveis esse que noutro dia talvez entenderemos. Quando Kubrick nos apresentou 2001 – Uma Odisséia no Espaço ele deixou uma porção de interrogações. A intenção é pessoal. Cabe a cada um interpretar.
Nesse quesito que Closer – Perto Demais sempre me deixa uma sensação de vazio, uma verdadeiro avalanche que tem leitura diferente do que é o amor. Uma pessoa precisa realmente de anos para deixar de amar alguém? Ou é preciso somente um ato, um momento para tudo vir à tona? Se isso acontece no sentimento do ódio, um único deslize, mas com conseqüências drásticas pode apagar todos os momentos felizes já vividos e transformá-los em apenas rancor? Alice (Natalie Portman - simplesmente perfeita) diz em certo momento que veio para Inglaterra por terminar com o antigo namorado. "Não te amo mais, adeus.", conta ela para Dan. A personagem de Portman é a mais profunda, todos os outros giram ao seu redor. É uma ovelha desgarrada sentimental.
Mike Nichols brinca com os sentimentos humanos sem piedade. Fica até difícil saber como pessoas podem trair os amados. Quando Anna aceita a proposta de transar com Larry, para que ele assine o documento do divórcio, ficamos com mais perguntas na mente. Ela aceitara por que no fundo ainda sentia algo por Larry? Ou estaria apenas fazendo um ato de amor? Para que então pudesse ficar ao lado de Daniel.
O filme não mente. Mostra a vida como ela é. Não há hipocrisia. E volto a bater na tecla da mentira. Os personagens mentem e muito. Não é qualquer um que entende ou gosta desse filme. É preciso que haja uma sensibilidade nos olhos de quem ver. Closer é um filme profundo, agudo, traiçoeiro. Mexe com a racionalidade humana. É preciso anos de estudo para chegarmos ao conceito da compreensão da mente das pessoas. Da mesma forma acontece com a política. Desde cedo nossos ouvidos acostumam-se a ouvir o que geralmente nossos pais sempre falam quando um político qualquer aparece na tevê ou mesmo na sua frente: “Todo político é igual: ladrão!”
Em Closer todos os personagens são traídos e todos traem. Daí, um dos personagens chora, agarra-se, desabava, tudo exatamente como já fizemos, fazemos ou certamente faremos. “Um quebra-mentes” que mexe com passado, presente e quando menos esperamos até com o futuro. O longa só tem fidelidade à verdade na vida real e à mentira dos personagens. Quando somos apresentados a ele, logo de cara “The Blower’s Daughter”, de Damien Rice toca os corações com sua sutileza e para fechar a fita a música novamente é tocada. Uma demonstração da importância da trilha sonora. Closer – Perto Demais é um filme controverso, enigmático e verdadeiro. Não recomendável para um casal de namorados assistirem juntos.★
Closer: Perto Demais
(Closer, EUA, 2004, 104 min. Dir.: Mike Nichols)
“Assista Antes De Morrer” é uma série de colunas mensal. Trata-se de filmes que merecem não só uma crítica, mas sim uma análise profunda do que ele é realmente. A cotação não é necessária.
Nesse quesito que Closer – Perto Demais sempre me deixa uma sensação de vazio, uma verdadeiro avalanche que tem leitura diferente do que é o amor. Uma pessoa precisa realmente de anos para deixar de amar alguém? Ou é preciso somente um ato, um momento para tudo vir à tona? Se isso acontece no sentimento do ódio, um único deslize, mas com conseqüências drásticas pode apagar todos os momentos felizes já vividos e transformá-los em apenas rancor? Alice (Natalie Portman - simplesmente perfeita) diz em certo momento que veio para Inglaterra por terminar com o antigo namorado. "Não te amo mais, adeus.", conta ela para Dan. A personagem de Portman é a mais profunda, todos os outros giram ao seu redor. É uma ovelha desgarrada sentimental.
Mike Nichols brinca com os sentimentos humanos sem piedade. Fica até difícil saber como pessoas podem trair os amados. Quando Anna aceita a proposta de transar com Larry, para que ele assine o documento do divórcio, ficamos com mais perguntas na mente. Ela aceitara por que no fundo ainda sentia algo por Larry? Ou estaria apenas fazendo um ato de amor? Para que então pudesse ficar ao lado de Daniel.
O filme não mente. Mostra a vida como ela é. Não há hipocrisia. E volto a bater na tecla da mentira. Os personagens mentem e muito. Não é qualquer um que entende ou gosta desse filme. É preciso que haja uma sensibilidade nos olhos de quem ver. Closer é um filme profundo, agudo, traiçoeiro. Mexe com a racionalidade humana. É preciso anos de estudo para chegarmos ao conceito da compreensão da mente das pessoas. Da mesma forma acontece com a política. Desde cedo nossos ouvidos acostumam-se a ouvir o que geralmente nossos pais sempre falam quando um político qualquer aparece na tevê ou mesmo na sua frente: “Todo político é igual: ladrão!”
Em Closer todos os personagens são traídos e todos traem. Daí, um dos personagens chora, agarra-se, desabava, tudo exatamente como já fizemos, fazemos ou certamente faremos. “Um quebra-mentes” que mexe com passado, presente e quando menos esperamos até com o futuro. O longa só tem fidelidade à verdade na vida real e à mentira dos personagens. Quando somos apresentados a ele, logo de cara “The Blower’s Daughter”, de Damien Rice toca os corações com sua sutileza e para fechar a fita a música novamente é tocada. Uma demonstração da importância da trilha sonora. Closer – Perto Demais é um filme controverso, enigmático e verdadeiro. Não recomendável para um casal de namorados assistirem juntos.★
Closer: Perto Demais
(Closer, EUA, 2004, 104 min. Dir.: Mike Nichols)






James Bond é o mais famoso agente secreto dos cinemas. Quem não conheçe a forma como ele se apresenta que se tornou clássica? Na estreia de 
A Inteligência do Serviço Secreto revela que Le Chiffre planeja conseguir dinheiro em um jogo de pôquer milionário em Montenegro, no Cassino Royale. MI6 designa 007 para jogar contra ele, sabendo que se Le Chiffre perder, destruirá sua organização. ‘M’ (Judi Dench) envia Bond sob os olhos atentos da sedutora Vesper Lynd (Eva Green). Incrédulo a princípio quanto à possível contribuição que Vesper poderia prestar, o interesse de Bond por ela aumenta depois que eles sobrevivem juntos a muitos perigos e até à tortura nas mãos de Le Chiffre.
