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27 de jul. de 2009

Harry Potter e O Enigma do Príncipe (2009)


A penúltima aventura cinematográfica do bruxo que mais fatura no mundo já deixa claro no início da projeção que se trata de uma trama madura. Portanto, não há mais surpresas no mundo bruxo – apenas revelações bombásticas. Até porque, neste momento da vida de Harry Potter, não há espaço para deslumbres; os problemas devem ser encarados: há um bruxo assassino a solta e ele e seus Comensais da Morte ameaçam tanto os bruxos quanto os trouxas.

Os hormônios estão explodindo em Hogwarts. E é um lado bem explorado na projeção: a adolescência dos protagonistas. Harry está confuso com que sente e ao mesmo tempo preocupado em perder a amizade de Rony. Fica mais evidente os sentimentos de um certo casal... Birras, ciúmes, choros, há tudo em O enigma do Príncipe. Mas há momento para tudo. A separação das tramas são sempre centradas. Não há importância máxima à determinada parte da estória, tudo é tratado da mesma forma. Talvez esteja aí o erro do resultado final. David Yates não exagera em momento algum. Um pouco mais de ousadia ou melodrama funcionaria perfeitamente bem no final. Mas ele ganha créditos por extrair o melhor de seus atores. No quesito atuação O enigma do Príncipe não peca, à toda hora o elenco é sintonizado e convincente.

Pela quinta vez o roteiro de Steve Kloves não faz uso de nada desnecessário. Ele extrai tudo o que é mais importante na obra literária de J. K. Rowling e não teme criar tramas – há fatos que não existem nos livros e que são excepcionalmente necessários. Suas modificações são coerentes com o caminho que a história seguiu no cinema. Encarando a situação por este lado, modificações e acréscimo são importantes para manter o longa atraente como os livros. Muito foi mudado, personagens foram esquecidos e às vezes nem criados para a adaptação, entretanto é impossível que 510 páginas – na versão brasileira – seja transposto completamente para o áudio visual. Talvez uma série adaptaria com tamanha perfeição, porém estamos falando de cinema e é preciso saber o que pôr nas horas de projeção para que o público não fique cansado. E O enigma do Príncipe possui diálogos de humor afiadíssimos. Os personagens mudam de personalidade sem que pareça algo piegas, pelo contrário é bem natural. Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson passam essa sensação de naturalidade, provavelmente por estarem no papel há quase uma década, mas quem se importa? Eles estão lá e continuam ótimos.

O Enigma do Príncipe deve ser encarado com o início de uma trilogia conclusiva? Talvez sim, talvez não. A realidade é que os três não são mais crianças e com a conclusão deste volume eles não são nem adolescentes: são adultos. Harry Potter não é o mesmo desde que em O cálice de fogo o Lorde das Trevas – como Voldmort é chamado – retornou. E Harry sabe que terá de enfrentá-lo, não por que uma profecia disse isso, mas por que o bruxo já lhe trouxe problemas catastróficos e não irá parar até ser abatido.

Não prolongando mais a crítica, o lado técnico – como era de se esperar – é o lado perfeito do filme. A fotografia magnífica Bruno Delbonnel, os contrastes góticos e escuros para deixar o filme mais sombrio funcionam. Nicholas Hooper compõe uma ótima trilha sonora tensa e melancólica, mas sem os arranjos clássicos de John Williams. A edição de som nas cenas das lembranças foi uma ideia que deu certo. Nem precisa elogiar tanto o lado técnico, pois já víamos pelos trailers e vídeos divulgados na internet o quão rica esta parte. No entanto, Harry Potter e o enigma do Príncipe vai além de efeitos especiais bem produzidos, o atrativo do mundo do bruxo são outros fatores...


HARRY POTTER E O ENÍGMA DO PRÍNCIPE
(Harry Potter and the Half-Blood Prince, EUA/Inglaterra, 2009)
De: David Yates Roteiro: Steve Kloves Com: Daniel Radcliffe,
Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Jim Broadbent, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Tom Felton, Bonnie Wright, Jessie Cave. Aventura / Drama / Fantasia. 153 min.

22 de jul. de 2009

Harry Potter e O Enigma do Príncipe


* o texto contém spoilers

J. K. Rowling não teme “assassinar” seus personagens. Desde de O Cálice de Fogo as mortes têm sido cada vez mais frequentes em sua estória. Ela sabe como fisgar o leitor, criando, em cada livro, situações intrigantes e transforma o velho em novo. Rowling, obviamente, sabe que os leitores mais jovens crescem nos anos que separam os lançamentos dos livros e usa palavras em contextos certos, mantendo antigos leitores e conquistando novos.

Percebemos, ao ler o livro, que Harry não é mais o bruxinho que Hagrid buscou na casa dos Dudley. Ele está bem amadurecido devido aos últimos acontecimentos – a batalha com os Comensais da Morte no Ministério da Magia e principalmente a morte de seu padrinho Sirius. Não há mais surpresas no mundo mágico – não confunda com mistério – só aceitação. Harry vai, enfim, aceitando sua importância. Hermione fica confusa com os sentimentos e não encontra respostas nos livros que devora na biblioteca. Rony tira proveito da popularidade de ser um jogador de Quadribol. Sim, Ronald Wesley está no time de Quadribol de Grifinória como sempre sonhou (e por mérito próprio). Os hormônios estão a flor da pele em Hogwarts.

Rowling não deixa de lado a trama principal da estória: o enigma do Príncipe. É uma carga gigantesca de situações que faz que o leitor, como Harry, esqueça de dar mais atenção a certas coisas. O garoto fica viciado no livro de porções antigo e na fama que ele gera. Não se esforça, mas deseja saber quem era – ou é – o tal Príncipe Mestiço que se diz dono do livro e fazia anotações melhorando o preparo das porções. Têm que ter aulas com o diretor Dumbledore, mostrando lembranças de Tom Riddle cuja importância será crucial no conclusão do livro e da saga. E talvez a trama mais difícil de resolver: o repentino(?) interesse em Gina Wesley. Junte tudo isso com uma mescla de humor nos diálogos afiadíssimos da autora e o resultado é uma leitura deliciosa e ininterrupta.

Harry Potter e o Enígma do Príncipe
J. K. Rowling
Rocco

18 de jul. de 2009

Tulipa de Ouro 2009: Melhor Mixagem de Som


Wall-e mal possui diálogos, justamente por isso, surge aí o empenho de fazer melhor os ruídos produzidos pelo robozinho que tem seu nome no título. Quando som ambiente, diálogos e trilha sonoras e trilha sonora são mixados tudo fica audível, felizmente. O resultado final é gratificante.

Demais Indicados [em ordem alfabética]
Batman – O Cavaleiro das Trevas Gary Rizzo & Ed Novick
Onde os Fracos Não Têm Vez Skip Lievsay, Craig Berkey & Greg Orloff
Sangue Negro Tom Johnson, Michael Semanick & John Pritchett
Speed Racer Felix Andriessens & Christian Wegner

7 de jul. de 2009

Tulipa de Ouro 2009: Melhor Edição de Som


O lado sonoro de Batman - O Cavaleiro das Trevas é um dos mais promissores do longa. Os ruídos são legíveis e sem exageiros. A edição sonora, em parte, tem "culpa" pela empolgação nas grandiosas cenas de ação. O som ensurdecedor de tiros, explosões, vidraças sendo estilhaçadas... Barulhos que, se não houver um equipamento de áudio de boa qualidade, a experiência pode ser desagradável.

Demais Indicados [em ordem alfabética]
Homem de Ferro Ken Fischer, Shannon Mills, J.R. Grubbs
Onde os Fracos Não Têm Vez Craig Berkey
Sangue Negro J.R. Grubbs, Bryan Jerden, Timothy Nielsen & Jeff Sawyer
Wall-e Ben Burtt e Matthew Wood

3 de jul. de 2009

Apuração de Abril/Maio/Junho | Blog de Ouro




Apocalypse Now - Redux (2001, Francis Ford Coppola)
Beleza Americana (1999, Sam Mendes)
Clube da Luta (1999, David Fincher)
Os Infiltrados (2006, Martin Scorsese)
Laranja Mecânica (1971, Stanley Kubrick)
Ligações Perigosas (1988, Stephen Frears)
Moulin Rouge! - Amor em Vermelho (2001, Baz Luhrmann)
Pulp Fiction (1994, Quentin Tarantino)
Ratatouille (2007, Brad Bird)
Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança (1977, George Lucas)
Uma Verdade Inconveniente (2006, Davis Guggenheim)


A Casa Monstro (2006, Gil Kenan)
Conduta de Risco (2007, Tony Gilroy)
De Repente é Amor (2005, Nigel Cole)
À Espera de Um Milagre (1999, Frank Darabont)
Happy Feet - O Pingüim (2006, George Miller)
A Identidade Bourne (2002, Doug Liman)
Los Angeles - A Cidade Proibida (1997, Curtis Hanson)
Simplesmente Amor (2003, Richard Curtis)
A Supremacia Bourne (2007, Paul Greengrass)


Eu os Declaro Marido e... Larry (2007, Dennis Dugan)
Homem-aranha 3 (2007, Sam Raimi)
A Mulher Invisível (2009, Cláudio Torres)
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor (2008, Steven Brill)
Meu Nome Não é Johnny (2008, Mauro Lima)
Superman - O Retorno (2006, Bryan Singer)
Paranóia (2007, DJ Caruso)
Tratamento de Choque (2003, Peter Segal)


Horror em Amytiville (2005, Andrew Douglas)
Instinto Selvagem 2 (2006, Michael Caton-Jones)
As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa (2005, Andrew Adamson)
X-men Origins: Wolverine (2009, Gavin Hood)


Dragonball Evolution (2009, James Wong)
Soninha Toda Pura (1971, Aurélio Teixeira)

[] Filmes revistos

LEITURAS
Crepúsculo (2008, Stephenie Meyer)
Harry Potter e As Relíquias da Morte (2007, J. K. Rowling)
* * *
Blog de ouro!
O caro Cleber do antigo Cine&Club e do atual Club|Cinéfilo, indicou o blog para o selo Blog de Ouro. Agradeço a atenção e como manda a cartilha devo indicar mais quatro blogs. Como a maioria dos meus amigos blogueiros já postaram, irei indicar apenas três. São eles: Djara (Borboletas no Estômago); Gabriel (Um Olhar Além da Tela); Weiner (A Grande Arte).

As regras, meus amigos, são as seguintes
1. Exibir a imagem do selo;
2. Postar o link do blog que te indicou;
3. Indicar 4 blogs de sua preferência (desculpem se mudei essa);
4. Avisar os seus indicados;
5. Publicar as regras;
6. Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

2 de jul. de 2009

X-men Origens: Wolverine (2009)


O primeiro filme da franquia X-men, em 2000, iniciou a estória dos mutantes mais famosos do mundo exatamente como deveria ser: sem excessos. Tratou principalmente o preconceito dos Homo sapiens com a nova “raça”. O filme teve os seus acertos, mas é claro que Bryan Singer errou também e corrigiu-os na ótima sequência.

O primeiro filme solo de um dos personagens só poderia ser do mais popular deles: o canadense Wolverine. O longa tem início correto, no entanto escorrega feio no fim do ato inicial. A trama gira em torna da formação d’A Equipe X, formada apenas por mutantes que tem fins militares. Logan (Hugh Jackman) e o selvagem Victor Creed (Liev Schreiber), são dois dos vários escalados. No comando está William Stryker (Danny Huston), que envolve alguns componentes do grupo no projeto Arma X, um experimento ultra-secreto. Entre eles está Logan que serve como cobaia do governo e seu esqueleto é trocado por adamantium.

O filme torna-se chato por qualquer situação ser resolvida em briga, o típico bate primeiro e pergunta depois, tudo para encher o produto de ação e atrair plateias. Quando assistido pela primeira vez o filme agrada, basta alguns minutos pós-sessão para os contras surgirem. E não são poucos: atuações caricatas (inclusive o super-carismático do momento Hugh Jackman), crateras no roteiro assinado por David Benioff e, principalmente, a direção porca de Gavin Hood. Seu único acerto, talvez, esteja na ótima sacada dos créditos.

O longa perde muito de seu brilho por ter personagens demais em cena (a trama não exige tantos mutantes). O mesmo erro cometido em X-men: O confronto final, no qual novos personagens aparecem ao extremo e ficam lá só por ficar. Um exemplo dessa situação é o personagem Gambit (exigido há muito tempo por fãs) que tem uma retratação picareta. O erro ai não está na atuação e sim na construção do personagem pelo roteirista e pela instrução – ou falta dela – do diretor. X-men Origens: Wolverine possui uma apelo comercial bem cara-de-pau. Foi feito justamente para ganhar fortunas ou talvez para satisfazer uma paixonite em interpretar Wolverine.

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE
(X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009)
De: Gavin Hood Roteiro: David Benioff Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Dominic Monaghan, Lynn Collins, Danny Huston, Daniel Henney, Taylor Kitsch. Aventura. 107 min.