29 de jan. de 2009
Algumas Expicações
Olá, queria muito me desculpar pela ausência no blog de algumas pessoas. Ultimamente minha vida está muito corrida, principalmente pelo fim das férias. Fiquei sem computador por três dias e perdi boa parte das atualizações do pessoal, tentarei comentar o máximo que der, as atualizações vão demorar um pouco, já que alguns rasculhos que fiz os malditos vírus não permitem que eu abra o editor de texto. Enquanto a crítica de Austrália e Crepúsculo não veem, fiquem com o meu Top 10 de 2008 logo abaixo, finalmente...
Top 10 - Melhores 2008
2009 foi repleto de bons filmes e gratas surpresas. E enquanto organizo a primeira edição do Tulipa de Ouro um bom começo seria apresentar os meus 10 melhores filmes do ano anterior, é claro que haverá algumas objeções, mas tenho certeza que até chegar o primeiro lugar, vocês vão gostar. O vencedor, acredito eu, não é surpresa pra ninguém...

Um Beijo Roubado, de Kar Wai Wong

O Nevoeiro, de Frank Darabont

Na Natureza Selvagem, de Sean Penn

Onde os Fracos Não Têm Vez, de Ethan e Joel Coen

Wall-e, de Andrew Stanton

Juno, de Jason Reitman

Desejo e Reparação, de Joe Wright

Apenas Uma Vez, de John Carney

Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan

Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson
22 de jan. de 2009
Desafio
Eis a 'resposta' do desafio de Kau Oliveira, do blog Bit of Everything. O desafio é o seguinte:
Não me lembro o dia, só sei que foi num sábado, eu e alguns amigos fomos à um Festival de Dança (que foi maravilhoso). Daí essas duas lindíssimas (A de cinza chama-se Paulinha e a de rosa Emilly) aí de cima resolveram tirar uma foto engraçada comigo e me levantaram. O resultado foi esse aí. Tá bom, sei que não sou bom com descrições, mas valeu a intenção!
Quem desafio:
Vinícius, do Blog do Vinícius
Kamila, do Cinéfila por Natureza
Matheus, do Cinema e Argumento
Marcel, do Talking About Movies
1. Ir até a quarta pasta onde minhas imagens estão arquivadas;
2. Pegar a quarta foto, desta quarta pasta;
3. Explicar a foto;
4. Escolher quatro pessoas para fazer o mesmo.
Não me lembro o dia, só sei que foi num sábado, eu e alguns amigos fomos à um Festival de Dança (que foi maravilhoso). Daí essas duas lindíssimas (A de cinza chama-se Paulinha e a de rosa Emilly) aí de cima resolveram tirar uma foto engraçada comigo e me levantaram. O resultado foi esse aí. Tá bom, sei que não sou bom com descrições, mas valeu a intenção!Quem desafio:
Vinícius, do Blog do Vinícius
Kamila, do Cinéfila por Natureza
Matheus, do Cinema e Argumento
Marcel, do Talking About Movies
19 de jan. de 2009
O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Nova Orleans, 1918. Benjamin Button (Brad Pitt) nasceu de forma incomum, com a aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos mesmo sendo um bebê. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Quando ainda criança ele conhece Daisy (Cate Blanchett), da mesma idade que ele, por quem se apaixona. É preciso esperar que Daisy cresça, tornando-se uma mulher, e que Benjamin rejuvenesça para que, quando tiverem idades parecidas, possam enfim se envolver.
Ao assistirmos O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) recebemos uma descarga infinita de sentimentos – alegria, raiva, tristeza e reações a fio. Portanto o novo filme do talentoso David Fincher (Clube da Luta e Zodíaco) é puro cinema. Fincher usa planos de filmagens poderoso que se reforçam com a ótima edição de Kirk Baxter e Angus Wall. O diretor foca bastante o rosto dos personagens o que nos força a apreciar ainda mais a beleza de Cate Blanchett. A parte técnica do filme não é o maior destaque. Obviamente a fotografia de Claudio Miranda, a direção de arte de Donald Graham Burt ou a trilha de Alexandre Desplat, são minuciosamente projetados e podem influenciar bastante a apreciação do longa. O mais impactante é o roteiro assinado por Eric Roth (baseado no conto de F. Scott Fitzgerald), repleto de diálogos que podem comover e fazer ri (a piada do raio é imbatível). Benjamin Button é um filme que cativa a todo momento. Quando os créditos cessam a primeira reação é uma vontade abusiva de revê-lo.
A edição, como já falei, é ótima e graças a ela há uma cena que muito lembra Magnólia e foi minha favorita em toda a projeção. O elenco melhor não poderia ser. Brad Pitt mantém sempre os pés no chão, numa atuação promissora, digna de seu talento. E Cate Blanchett, ah Blanchett... Como é bom vê-la na grande tela. A atriz é dotada de uma beleza rara e um talento idem. Mas o verdadeiro talentoso é o próprio diretor David Fincher, nesse caso palmas para o diretor, afinal, ele merece.
Ao assistirmos O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) recebemos uma descarga infinita de sentimentos – alegria, raiva, tristeza e reações a fio. Portanto o novo filme do talentoso David Fincher (Clube da Luta e Zodíaco) é puro cinema. Fincher usa planos de filmagens poderoso que se reforçam com a ótima edição de Kirk Baxter e Angus Wall. O diretor foca bastante o rosto dos personagens o que nos força a apreciar ainda mais a beleza de Cate Blanchett. A parte técnica do filme não é o maior destaque. Obviamente a fotografia de Claudio Miranda, a direção de arte de Donald Graham Burt ou a trilha de Alexandre Desplat, são minuciosamente projetados e podem influenciar bastante a apreciação do longa. O mais impactante é o roteiro assinado por Eric Roth (baseado no conto de F. Scott Fitzgerald), repleto de diálogos que podem comover e fazer ri (a piada do raio é imbatível). Benjamin Button é um filme que cativa a todo momento. Quando os créditos cessam a primeira reação é uma vontade abusiva de revê-lo.
A edição, como já falei, é ótima e graças a ela há uma cena que muito lembra Magnólia e foi minha favorita em toda a projeção. O elenco melhor não poderia ser. Brad Pitt mantém sempre os pés no chão, numa atuação promissora, digna de seu talento. E Cate Blanchett, ah Blanchett... Como é bom vê-la na grande tela. A atriz é dotada de uma beleza rara e um talento idem. Mas o verdadeiro talentoso é o próprio diretor David Fincher, nesse caso palmas para o diretor, afinal, ele merece.

O Curioso Caso de Benjamin Button
(The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008)
De: David Fincher Roteiro: Eric Roth, baseado em estória de F. Scott Fitzgerald Com: Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond, Tilda Swinton, Faune A. Chambers, Elias Koteas, Taraji P. Henson. Drama. 166 min.
15 de jan. de 2009
Globo de Ouro 2009

MELHOR FILME (DRAMA)

Vencedor:
Slumdog Millionaire
Premiaria: Apenas um Sonho
Aposta: Slumdog Millionaire
Aposta: Slumdog Millionaire
MELHOR FILME (MUSICAL OU COMÉDIA)

Vencedor:
Vicky Cristina Barcelona
Premiaria: Queime Depois de Ler
Aposta: Queime Depois de Ler
Aposta: Queime Depois de Ler
MELHOR DIRETOR

Vencedor:
Danny Boyle (Slumdog Millionaire)
Aposta: Danny Boyle (Slumdog Millionaire)
MELHOR ATRIZ (DRAMA)

Vencedor:
Kate Winslet (Apenas um Sonho)
Eu Premiaria: Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Aposta: Meryl Streep (Dúvida)
Aposta: Meryl Streep (Dúvida)
MELHOR ATOR (DRAMA)

Vencedor:

Vencedor:
Mickey Rourke (The Wrestler)
Eu Premiaria: Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
Aposta: Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
Aposta: Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
MELHOR ATRIZ (MUSICAL OU COMÉDIA)

Vencedor:
Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)
Eu Premiaria: Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)Aposta: Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)
MELHOR ATOR (MUSICAL OU COMÉDIA)


Vencedor:
Colin Farrell (Na Mira do Chefe)
Colin Farrell (Na Mira do Chefe)
Eu Premiaria: James Franco (Segurando as Pontas)
Aposta: James Franco (Segurando as Pontas)
Aposta: James Franco (Segurando as Pontas)
MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Vencedor:
Waltz with Bashir (Israel)
Eu Premiaria: Gomorra (Itália)
Aposta: Gomorra (Itália)
Aposta: Gomorra (Itália)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Vencedor:
Wall-E
Eu Premiaria: Wall-E
Aposta: Wall-E
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Vencedor:
Kate Winslet (The Reader)
Eu Premiaria: Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)Aposta: Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
MELHOR ATOR COADJUVANTE

Vencedor:
Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
Eu Premiaria: Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
Aposta: Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
Aposta: Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
MELHOR ROTEIRO

Vencedor:
Slumdog Millionaire
Eu Premiaria: O Curioso Caso de Benjamin Button
Aposta: Slumdog Millionaire
Aposta: Slumdog Millionaire
MELHOR TRILHA SONORA

Vencedor:
Slumdog Millionaire
Eu Premiaria: Slumdog Millionaire
Aposta: Slumdog Millionaire
Aposta: Slumdog Millionaire
MELHOR CANÇÃO

Vencedor:
“The Wrestler” — The Wrestler

Vencedor:
“The Wrestler” — The Wrestler
Eu Premiaria: “Down to Earth” — Wall-E
Aposta: “Down to Earth” — Wall-E
Aposta: “Down to Earth” — Wall-E
7 de jan. de 2009
Sweeney Todd (2007)

A cantoria interminável de Sweeney Todd pode ter sido a causa da baixa bilheteria do filme. O novo longa-metragem de Tim Burton é praticamente todo cantado e quem já curte musicais a projeção inteira causará uma sensação desagradável. Confesso que eu (apaixonado por musicais) também me senti cansado em certos momentos do longa. Esses momentos, no entanto, são rápidos e o filme tinha de ser exatamente como é: melancólico, gótico, sombrio.
Na trama Benjamin Barker (Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade querendo vingança, com o nome de Sweeney Todd. Logo ele decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Bonham Carter). Com o apoio dela Todd volta a trabalhar como barbeiro, numa sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin (Alan Rickman), que o enviou para a Austrália sob falsas acusações para que pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha. Antes ele mata todos os que vão a babeiro e com a carne das vítimas sra. Lovett faz suas tortas, que vira atração em Londre.
As canções de Stephen Sondhein são carregadas de rancor (especialmente Epiphany) e a dupla Johnny Depp e Helena Bonham Carter – sempre perfeitos – conseguem transpor para a platéia todo esse ódio com um frieza extraordinária. O diretor extrai tudo dos protagonistas e monta um elenco equilibrado, onde os coadjuvantes recebem destaques em seus devidos momentos.
É claro que para contar um história tão demoníaca o ambiente devia ser como tal. E TB consegue, mais uma vez, dozar um clima certo, na verdade perfeito. Sweeney Todd jamais daria certo sem a brilhante direção de arte que nos enche os olhos. Aliás, os filmes de Burtom possuem direções de arte sempre magníficas e a academia não esquece de premiá-los. No quisito técnico, não há como negar, o longa é perfeito. Porém noutro aspecto ele perde. O filme não consegue prender a atenção de quem assiste a toda hora (daí os curtos minutos chatos existentes).
Na trama Benjamin Barker (Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade querendo vingança, com o nome de Sweeney Todd. Logo ele decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Bonham Carter). Com o apoio dela Todd volta a trabalhar como barbeiro, numa sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin (Alan Rickman), que o enviou para a Austrália sob falsas acusações para que pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha. Antes ele mata todos os que vão a babeiro e com a carne das vítimas sra. Lovett faz suas tortas, que vira atração em Londre.
As canções de Stephen Sondhein são carregadas de rancor (especialmente Epiphany) e a dupla Johnny Depp e Helena Bonham Carter – sempre perfeitos – conseguem transpor para a platéia todo esse ódio com um frieza extraordinária. O diretor extrai tudo dos protagonistas e monta um elenco equilibrado, onde os coadjuvantes recebem destaques em seus devidos momentos.
É claro que para contar um história tão demoníaca o ambiente devia ser como tal. E TB consegue, mais uma vez, dozar um clima certo, na verdade perfeito. Sweeney Todd jamais daria certo sem a brilhante direção de arte que nos enche os olhos. Aliás, os filmes de Burtom possuem direções de arte sempre magníficas e a academia não esquece de premiá-los. No quisito técnico, não há como negar, o longa é perfeito. Porém noutro aspecto ele perde. O filme não consegue prender a atenção de quem assiste a toda hora (daí os curtos minutos chatos existentes).


6 de jan. de 2009
Apuração de Dezembro


O Mágico de Oz (1939, Victor Flemming)
Sangue Negro (2007, Paul Thomas Anderson)
Procurando Nemo (2003, Andrew Stanton)
Central do Brasil (1998, Walter Sales)
Laranja Mecânica (1971, Stanley Kubrick)
Apenas Uma Vez (2006, John Carney)
Onde Os Fracos Não Têm Vez (2007, Ethan e Joel Coen)
Psicose (1960, Alfred Hitchcock)
Juno (2007, Jason Reitman)

Queime depois de ler (2008, Ethan e Joel Coen)
Superbad - É Hoje (2007, Greg Mottola)
O Código da Vinci (2006, Ron Haward)
Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007, Tim Burtom)
Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005, Mike Newell)

Constantine (2005, Francis Lawrence)

Os Estranhos (2008, Bryan Bertino)
2 de jan. de 2009
Sangue Negro (2007)

A trama se passa na virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.
PTA continua competente. O plano que o diretor usa para focar o rosto de Daniel na cena em que ele percebe a farsa do suposto irmão é espetacular. E tenho certeza que permanece na memória por um longo tempo. Anderson possui um estilo bastante peculiar, o que é ótimo para seu histórico que só aumenta. Sua apresentação é longa, o desfecho só se dá realmente quando Daniel recusa a proposta de Eli de benzer o poço. O conflito trás frenéticas conseqüências e faz então sentido o título original (Haverá sangue). A propósito, Eli é um personagem essencial para o crescimento e queda do personagem de Daniel Day-Lewis. Paul Dano está ótimo e faz uma atuação talvez superior a de Pequena Miss Sunshine. Daniel encontra uma pessoa “a sua altura”.
Seria impossível falar de Sangue Negro sem citar sua precisa fotografia. Robert Ellswitt (ASC) nos põe frente a uma fotografia esplendorosa. A cena que citei antes (de Daniel na praia) jamais funcionaria. A trilha de Jonny Greenwood é extremamente tensa, o que ajuda a construir um ambiente até meio sombrio para contar a história de Daniel. Sangue Negro possui uma parte técnica invejável. Alguns críticos apontam Paul Thomas Anderson como o cineasta mais influente dos últimos quinze anos. De certa forma não é aparentemente um exagero como o de comparar o seu atual filme com Cidadão Kane. Levando em conta sua filmografia não fica nem difícil saber porque tal aclamação.


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