22/11/2009

Watchmen (2009)

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Uma grande característica do cinema é que diversos métodos podem ser utilizados para que a película tenha qualidade. E os artifícios só aumentam com o avanço acelerado da tecnologia no ramo. Além dos magistrais efeitos visuais, há o essencial para uma obra perfeita, o uso cuidadoso da trilha sonora, uma fotografia sem exagero e, principalmente, o uso inteligente da câmera é o que torna um filme memorável e o diretor uma lenda.

Em Watchmen – O filme o problema do longa é a direção superestimada de Zack Snyder que é cheia de erros e cheia de acertos também. Porém, é bem mais fácil os erros serem visíveis do que os acertos. O filme não é uma experiência tão prazerosa de ser vista na grande tela quanto na tinta, no traço e no papel. Watchmen é considerada a melhor Graphic Novel de todos os tempos, mas o que Snyder precisa entender é que não será o melhor filme de todos os tempos quando for adaptado. É uma história realmente muito interessante, porém é contada de uma forma monótona e lenta que cansa em certos momentos. O mais desagradável de todo o longa é a narração que só funciona perfeitamente na HQ e que no filme soa como apenas uma cópia. Mas não é. Obvio que as alterações devem existir para que o filme não se torne longo demais. E mesmo que seja um filme de duração relativamente longa, não chega a ser uma sessão chata; é gostoso de ver. Estou parecendo muito controverso em meu ponto de vista. Entenda onde quero chegar: trata-se de um filme com gradiosas cenas, com um visual formidável, mas que também há as cenas chatas e até mesmo desnecessárias. Creio que Watchmen seja um filme que cresça em nossas cabeças, já que quando vi pela segunda vez minha opinião já amadureceu em relação à adaptação controversa de Snyder.

É por isso que é tão difícil adaptar graphic novels, porque elas já são um roteiro pronto junto com storyboard, meio trabalho feito. Mesmo assim é uma boa adaptação, merece ser conferido e será uma experiência absolutamente fantástica para quem não leu a obra original de Alan Moore (não creditado no filme) e Dave Gibbons. Os personagens ganharam profundeza nas mãos do diretor. O elenco está quase impecável: Jackie Earle Haley dá um show de interpretação como Rorschach, mesmo que o rosto se seu personagem mal apareça, sua voz é marcante e sua postura e atos, impressionantes. Billy Crudup faz de seu personagem - que exige realmente uma inexpressão - memorável. E Jeffrey Dean Morgan torna seu personagem grande dizendo grandes diálogos em suas poucas aparições. À propósito Snyder tratou os “diálogos memoráveis” da HQ de forma banal e acertou. A força de Watchmen – O filme está no maciço roteiro, mas os créditos não devem ser dados à David Hayter e Alex Tse (roteiristas) e sim ao excêntrico Alan Moore. Outros atores, porém, só não recebem o devido destaque.

Além de um gibi de uma equipe de super-heróis, Watchmen trata dos problemas sociais, políticos e morais que vivemos no mundo de hoje e que, sejamos francos sempre viveremos. É uma obra genial e revolucionária e o filme não causa tamanho impacto quanto o gibi causa, mesmo que traga consigo uma retratação dos mesmos problemas universais. Não sou tão radical quando Moore que abominou o filme e disse que não funcionária na tela. O filme funciona bem e até mais do que eu esperava. Há certos vazios e pequenas cenas que achei desnecessárias para serem adaptadas. Tiro o meu chapéu para a poderosa trilha sonora que diz muito sobre a mensagem que o filme deve passar nas letras e vozes de Bob Dylan, Janis Joplin, Billy Holiday, Jimi Hendrix e outros. O filme já inicia com uma brilhante sequência de créditos com a música The Times They Are A-Changin na voz marcante de Dylan. Watchmen funciona muito bem no cinema. Nada é inadaptável, tudo é possível. Como eu disse, trata-se de um filme enigmático. Talvez seja preciso assistí-lo, duas, dez, cem vezes para que eu passe a gostar. Quem sabe daqui a dez anos ele seja bastante celebrado...


Watchmen - O Filme
(Watchmen, Inglaterra/EUA/Canadá, 2009)
Direção: Zack Snyder Roteiro: David Hayter, Alex Tse Elenco: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell, Rob LaBelle, Gary Houston, James M. Connor, Mary Ann Burger. Ação/Drama/Ficção. 163 min.

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Aviso aos navegantes: ficarei fora por quatro dias. Provas!

16/11/2009

500 Dias Com Ela (2009)

7 comentários

A maioria dos casais de namorados que vão ao cinema ver comédias-românticas sabem que assistirão um filme que o cara conhece a garota faz de tudo para conquistá-la; eles acabam ficando juntos; surge uma crise, eles brigam e se separam; e no fim do filme eles fazem declarações uns aos outros e terminam juntos. É esta a base dos filmes de comédia-romântica ultimamente. E parece que todo mundo já está cansado da mesmice. Hoje, é para isso que servem a maioria das comédias-românticas com tramas clássicas: entreter namorados que, nem prestam mais atenção nestes filmes. Existe a regra e a exceção. 500 dias com ela é a exceção. O filme já começa com uma impactante, inteligente e hilária nota dos autores que já nos mostra o quão diferente será os minutos seguintes da projeção. "Diferente" é o que distingue 500 dias com ela.

Na trama, que gira em torno dos quinhentos dias do título, Tom Hansen vivido por Joseph Gordon-Levitt é um vendedor de cartões. Ele está em uma reunião com seu chefe quando ele apresenta sua nova assistente, Summer (daí o título original intraduzível (500) of Summer) vivida por Zooey Deschanel, numa atuação bastante carismática. Tom logo fica impressionado com sua beleza – e nós também, é claro –, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Passando poucos dias eles iniciam um relacionamento.

Porém o que torna tudo diferente no filme é a forma como é contatada, numa montagem inteligente - contato pelo ponto de vista de Tom - que molda a película de uma forma espetacular, mesmo que não seja uma edição revolucionária ela não segue ordens cronológicas, mas fisga totalmente os olhares do espectador que tem a sensação te ter visto um filme completo no final. Gosto de falar em sensações nas críticas, porque acho que um bom filme é aquele que você sente todos os tipos. É absolutamente inacreditável que 500 dias com ela tenha conseguido arrancar lágrimas minha numa extrema facilidade, da mesma forma que me fez dar gargalhadas, porém não é uma comédia que lhe deixa com dor na mandíbula de tanto rir, é apenas sutil. E é incrível o quanto o sutil costuma agrada mais.

Marc Webb, em seu primeiro longa-metragem, mostra a força que o cinema contemporâneo tem para mostrar e que alguns diretores só sabem mostrar por trás de grandiosos efeitos visuais. Sua experiência vem dos videoclipes. Há tantas sacadas inteligentes neste filme que deixam os olhos de qualquer cinéfilo brilhando. Uma das sacadas é a tela sendo dividida em duas mostrando as “Expectativas” e a “Realidade”. 500 dias com ela é uma retratação do amor moderno, mostra de forma realista e chega a ser até brutal em certos momentos, no entanto não abandona a sensibilidade e mesmo que esta declaração soe meio clichê, é a melhor comédia-romântica do ano, realmente.


500 Dias Com Ela
((500) Days of Summer, EUA, 2009)
Direção: Marc Webb Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg, Patricia Belcher, Rachel Boston, Minka Kelly. Comédia/Romance. 95 min.

2012 (2009)

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É necessário apenas que um comercial de TV diga, numa narração, que o filme em questão seja o mais aguardado do ano para ele ser. 2012 não é o filme mais aguardado do ano, é somente um blockbuster com uma campanha de marketing meio atrasada, mas é suficientemente capaz de ser o filme-catástrofe original que teve a melhor abertura mundial. Para se ter ideia comprei meu ingresso para a primeira sessão faltando apenas 2 minutos para o início e não havia nem metades da sala cheia acreditem... Mesmo assim o filme trata de um tema que muitas pessoas, que não vão frequentemente ao cinema, pagariam para ver. 2012 é exatamente do jeito que em pensei que era; nenhuma surpresa, por isso não fiquei enjoado durante a sessão, mesmo que o filme não tenha sido tão interessante de ser assistido, a vontade de sair só se deu por conta da duração. 158 minutos para contar uma estória que se resolveria em 90. A longa duração, que me deixou furioso logo que vi, serve para mostrar todos tipos de catástrofes globais que ocorrem pelo mundo: tsunamis, terremotos, maremotos e o pobre do John Cusack (que eu nem sabia que estava neste filme) tem que passar por cada um deles.

Os primeiros minutos da projeção já nos deixa com plena certeza sobre o quê acontecerá nos minutos seguintes. Depois aparece a trama clássica do homem divorciado que tenta reconquistar o afeto dos filhos que preferem o padrasto. Lembra muito Guerra dos Mundos e outros filmes-catástrofes que não recordo no momento. E o público não vibrou em momento algum nas cenas de grandiosos efeitos visuais. Porque eles já estão acostumados a ver àquilo na Hollywood de hoje e estão cansados de mais do mesmo, porém não sabem disso, porque há gente que acaba gostando desses filmes apenas por ser bem produzido e mal sabem que esquecerão quando surgir outro no ano seguinte. É assim que funciona o mercado cinematográfico hoje, infelizmente. Um substitui o outro e poucos ficam na memória e com a vontade de ser revisto. Em 2012 você não ver a hora que acabe, porque quando chega à metade da projeção surge a pergunta: o que eles ainda vão contar? As mesmas coisas de sempre: ondas cobrindo as cidades; fugas com veículos enquanto a cidade é destruída atrás. Uma repetição chata e burra, só que em cenários diferentes.

Os personagens têm tão pouco destaque na tela que chega a parecer que estão fazendo apenas pontas. O destaque é a profecia maia e os pôsteres só mostram destruição. O grande fim da humanidade. Fim? Para um filme catástrofe ele até que é otimista e bonzinho demais. Esqueça os finais felizes, eles só funcionam para crianças e o público-alvo não são as crianças. Roland Emmerich – assinando também o roteiro – não poupa melodrama típico de filmes deste porte. Um pai que se culpa por não ter passado muito tempo com o filho; um filho que se culpa por não ter passado muito tempo com o pai. E um presidente (numa analogia à Barack Obama) arrepende-se de não contar a real situação à população ficando para trás por vontade própria. Uma ova. Algo tão forçado que deixa a sensação que foi feito para todo mundo ter pena dos Estados Unidos. Causa uma sensação também de ter assistido uma refilmagem de Um dia depois de amanhã, do mesmo diretor. Totalmente previsível – eu acertava cada “momento surpresa”. Toda a tensão do filme é quebrada pela montagem paupérrima e os grandes efeitos, que nos deixa de boca aberta de tão bem produzidos, são reduzidos às cinzas. Vamos ver qual será o próximo a substituir esse. Avatar, talvez, que ficará por muito tempo na mente das pessoas, espero eu e acho que não estou enganado.


2012
(2012, EUA/Canadá, 2009)
Direção: Roland Emmerich Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Thomas McCarthy, Woody Harrelson, Danny Glover, Liam James, Morgan Lily, Zlatko Buric, Beatrice Rosen. Ação/Drama/Ficção. 158 min.

15/11/2009

Fama (2009)

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Sou fã confesso dos musicais. Minha afeição vem de pouco tempo; desde que assisti Moulin Rouge - Amor em Vermelho que mudou também minha forma de enxergar o cinema. Desde então a sensação causada por assistir musicais é simplesmente viciosa. Fama do diretor Kevin Tancharoen, em seu primeiro longa-metragem, conta de forma atraente a busca do sonho de vários jovens que conseguem entrar no mais importante conservatório de Nova York.

Fama é um filme que não apela muito para ter público e não trata-se de um musical propriamente dito. Os atores cantam e até dão piruetas, mas não como em musicais convencionais em que os personagens dialogam cantando. Eles simplesmente cantam, como você, eu ou como qualquer outra pessoa que canta no seu dia a dia. No entanto, algumas letras dizem o que os personagens querem falar quando elas são cantadas. Felizmente o elenco é bem convincente nas atuações e no canto, sobretudo Naturi Naughton. Uma ideia inteligente foi optar por uso de atores iniciantes, dá-nos uma sensação mais realista ao assistir a projeção. São pessoas realmente em busca da fama, mas na vida real mesmo. Há um ensinamento explícito no filme: o de que é preciso ter talento e aperfeiçoá-lo para alcançar o sucesso. Não basta querer, tem que mostrar que sabe. Espero que os atores novos desfrutem tal aprendizado já que há talentos dispensáveis no longa.

Em resumo, Fama é um filme teen e não se trata de nenhum High School Musical. Não há aprofundamento em determinado personagem, ou seja, não existe um protagonista ali e o antagonista é a própria capacidade de cada um se superar. E isto, de certa forma, é bom para a apreciação do filme. O produto tornaria-se cansativo caso a história de casa personagem fosse mais profunda. O que precisamos saber vem nos diálogos, nada forçado do tipo “Ei, deixa eu contar minha história de vida!”.

Kevin Tancharoen faz uma retratação bem forte das mulheres em seu longa, mesmo que sejam adolescente ou as mães de adolescentes que mal tem espaço. O filme começa com as audições de jovens para entrar no conservatório. Jenny (Kay Panabaker) sonha em fazer a arte da interpretação, porém tem dificuldades (ou talvez timidez) em se expressar; Denise (Naturi Naughton) é uma brilhante pianista clássica que é aconselhada a dedicar-se a outras coisas, porém a pressão dos pais a deixa receosa e insegura; Kevin (Paul McGill) é o mais empenhado bailarino da turma, porém não consegue ser o melhor. Dos três personagens que citei, todos eles têm os seus "poréns". Todos eles têm dificuldades em alcançar seus objetivos e o filme não tratará de dizer se eles conseguem ou não, conta apenas a trajetória de cada um deles durante quatro anos, como eles aprenderão a superar as dificuldades ou até mesmo se adaptar a elas.

Chega a ser um filme maduro, porém quando tenta tratar de assuntos mais sérios, como o suicídio por depressão, acaba deslizando. Ótimo que Tancharoen não insiste nisto, trata apenas de contar o fato e seguir com o filme, acaba tendo um resultado bem interessante de ser assistido, é óbvio que os deslizes são previsíveis logo que você sabe do que se trata o filme, mesmo que surpresas agradáveis surjam de vez em quando é inegável que o preconceito exista de fato. Ah, antes que perguntem, eu não assisti ao Fama original dos anos 80, por isso não comentei, nem fiz comparações.


Fama
(Fame, EUA, 2009)
Direção: Kevin Tancharoen Roteiro: Allison Burnett, Christopher Gore Elenco: Kay Panabaker, Walter Perez, Naturi Naughton, Asher Book, Kherington Payne, Collins Pennie, Kristy Flores, Paul McGill, Bebe Neuwirth, Paul Iacono, Charles S. Dutton, Kelsey Grammer, Anna Maria Perez de Tagle, Megan Mullally, Debbie Allen. Musical. 107 min.

13/11/2009

Up - Altas Aventuras (2009)

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Sim, sim, sim e sim. A Pixar Animation Studios é incontestavelmente o melhor estúdio de animação da atualidade. Todos os anos nos entrega sempre grandiosas obras e fazem com que a animação seja respeitada no mercado cinematográfico. O segredo da Pixar é que nada é feito por um lado comercial; são profissionais do tipo de filme para toda a família. O que há ali é a vontade de sempre se superar apresentando ao público inovações ou até mesmo artifícios do cinema antigo.

Carl Fredricksen é um vendedor de balões amargurado que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. Ele decide partir - levando sua casa com balões - para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar e logo no início da aventura ele descobre que Russell, um escoteiro de 8 anos, embarcou junto... Junte isso a vários cachorros falantes, uma ave gigante e terá Up - Altas Aventuras.

A nostalgia causada após o filme seria no mínimo indescritível. Logo nos primeiros minutos de projeção a animação causa um impacto que, para uns, pode soar “fofinho” ou para outros uma genial sacada da direção de Pete Docter: uma sequência apenas com o fundo musical, na qual apresenta a trajetória da vida Sr. Fredricksen com sua esposa Ellie. A expressão empregada aos personagens é tanta que o uso de diálogos é dispensável neste momento do filme.

Todos estão cansados de ver por aí que a Pixar Animation Studios é a melhor do ramo de animação atualmente. E os elogios nunca são exageros, pois a Pixar não trata seus filmes como mera animação. Os estúdios deram um Up no gênero e conquistam hoje um gigantesco público adulto também. Obviamente a Pixar não é a única a produzir animações. Altas Aventuras é um programa para ser conferido por todas as faixas etárias. O amadurecimento surge neste filme, mas em parcelas, nada é entregue de uma vez só, pois, como eu havia dito, a cada obra a Pixar tenta se superar. Sentimos que os personagens possuem profundidade, nada fútil ou forçado para ser engraçado, claro que há os coadjuvantes que estão ali para fazer rir, chega ser até necessário.

Em Up – Altas Aventuras os personagens até sangram e o vermelho destaca-se na grande tela, mesmo que seja mostrado apenas por um segundo, como é o caso. Sem exageros. E as aventuras que a dupla dinâmica protagonistas do filme vivem são tão empolgantes que há o desejo de participar daquilo e a vontade que ela nunca acabe. Uma pena que o fim chega rápido.


Up - Altas Aventuras
(Up, EUA, 2009)
Direção: Pete Docter Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy Elenco: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, John Ratzenberger. Animação. 96 min.

12/10/2009

Tulipa de Ouro 2009: Melhor Montagem

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Vibrante e espetacular. Duas palavras que resumiria a edição de Lee Smith em Batman - O Cavaleiros das Trevas. Particularmente, o resultado promissor da película não seria tão perfeito não fosse um bom trabalho na montagem, pois as cenas de ação não são confusas em momento algum e as dramáticas causam um impacto avassalador, tamanha a maestria da montagem.

Demais indicados [em ordem alfabética]
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
, Tom Swartwout
O Escafandro e a Borboleta, Juliette Welfling
Onde Os Fracos Não Têm Vez, Ethan Coen & Joel Coen
Sangue Negro, Dylan Tichenor

30/09/2009

The End (?)

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Deixando oficialmente o blog. Tá muito difícil mantê-lo (postagens, comentários etc). Tentando sempre manter o conteúdo mais atrativo aqui no espaço. No entanto, é impossível, para mim, excluir o blog, pois todo o contéúdo já postado deu trabalho e só quem é blogueiro sabe do que falo. Muita ocupação me deixa distande desta mídia que tanto me viciou outrora. Aprendi muito neste universo e espero ter ensinado alguma coisa (ainda nem terminei a premiação que tanto prometi terminar), mas o acúmulo sempre foi o meu maior problema. Prometo que irei tentar passar por aí comentando, porque os blogs que visito possuem conteúdos invejáveis e que nunca podem ser considerado material descartável. Fico por aqui, pessoal. Voltar está nos meus planos, mas não tão cedo. Em todo esses dois anos do Tablito, eu aprendi que o que eu sei sobre cinema é pouco e que é sempre tempo de aumentar o acervo de filmes assistidos. Acho que estou até enferrujado como crítico (risos). Este é, definitivamente, um aviso definitivo. Estou sempre por aí no Twitter, Orkut ou MSN, não sumirei. Um abraço à todos.

Rafael S. Moreira