
Em Watchmen – O filme o problema do longa é a direção superestimada de Zack Snyder que é cheia de erros e cheia de acertos também. Porém, é bem mais fácil os erros serem visíveis do que os acertos. O filme não é uma experiência tão prazerosa de ser vista na grande tela quanto na tinta, no traço e no papel. Watchmen é considerada a melhor Graphic Novel de todos os tempos, mas o que Snyder precisa entender é que não será o melhor filme de todos os tempos quando for adaptado. É uma história realmente muito interessante, porém é contada de uma forma monótona e lenta que cansa em certos momentos. O mais desagradável de todo o longa é a narração que só funciona perfeitamente na HQ e que no filme soa como apenas uma cópia. Mas não é. Obvio que as alterações devem existir para que o filme não se torne longo demais. E mesmo que seja um filme de duração relativamente longa, não chega a ser uma sessão chata; é gostoso de ver. Estou parecendo muito controverso em meu ponto de vista. Entenda onde quero chegar: trata-se de um filme com gradiosas cenas, com um visual formidável, mas que também há as cenas chatas e até mesmo desnecessárias. Creio que Watchmen seja um filme que cresça em nossas cabeças, já que quando vi pela segunda vez minha opinião já amadureceu em relação à adaptação controversa de Snyder.
É por isso que é tão difícil adaptar graphic novels, porque elas já são um roteiro pronto junto com storyboard, meio trabalho feito. Mesmo assim é uma boa adaptação, merece ser conferido e será uma experiência absolutamente fantástica para quem não leu a obra original de Alan Moore (não creditado no filme) e Dave Gibbons. Os personagens ganharam profundeza nas mãos do diretor. O elenco está quase impecável: Jackie Earle Haley dá um show de interpretação como Rorschach, mesmo que o rosto se seu personagem mal apareça, sua voz é marcante e sua postura e atos, impressionantes. Billy Crudup faz de seu personagem - que exige realmente uma inexpressão - memorável. E Jeffrey Dean Morgan torna seu personagem grande dizendo grandes diálogos em suas poucas aparições. À propósito Snyder tratou os “diálogos memoráveis” da HQ de forma banal e acertou. A força de Watchmen – O filme está no maciço roteiro, mas os créditos não devem ser dados à David Hayter e Alex Tse (roteiristas) e sim ao excêntrico Alan Moore. Outros atores, porém, só não recebem o devido destaque.Além de um gibi de uma equipe de super-heróis, Watchmen trata dos problemas sociais, políticos e morais que vivemos no mundo de hoje e que, sejamos francos sempre viveremos. É uma obra genial e revolucionária e o filme não causa tamanho impacto quanto o gibi causa, mesmo que traga consigo uma retratação dos mesmos problemas universais. Não sou tão radical quando Moore que abominou o filme e disse que não funcionária na tela. O filme funciona bem e até mais do que eu esperava. Há certos vazios e pequenas cenas que achei desnecessárias para serem adaptadas. Tiro o meu chapéu para a poderosa trilha sonora que diz muito sobre a mensagem que o filme deve passar nas letras e vozes de Bob Dylan, Janis Joplin, Billy Holiday, Jimi Hendrix e outros. O filme já inicia com uma brilhante sequência de créditos com a música The Times They Are A-Changin na voz marcante de Dylan. Watchmen funciona muito bem no cinema. Nada é inadaptável, tudo é possível. Como eu disse, trata-se de um filme enigmático. Talvez seja preciso assistí-lo, duas, dez, cem vezes para que eu passe a gostar. Quem sabe daqui a dez anos ele seja bastante celebrado...

Watchmen - O Filme
(Watchmen, Inglaterra/EUA/Canadá, 2009)
Direção: Zack Snyder Roteiro: David Hayter, Alex Tse Elenco: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell, Rob LaBelle, Gary Houston, James M. Connor, Mary Ann Burger. Ação/Drama/Ficção. 163 min.
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Porém o que torna tudo diferente no filme é a forma como é contatada, numa montagem inteligente - contato pelo ponto de vista de Tom - que molda a película de uma forma espetacular, mesmo que não seja uma edição revolucionária ela não segue ordens cronológicas, mas fisga totalmente os olhares do espectador que tem a sensação te ter visto um filme completo no final. Gosto de falar em sensações nas críticas, porque acho que um bom filme é aquele que você sente todos os tipos. É absolutamente inacreditável que 500 dias com ela tenha conseguido arrancar lágrimas minha numa extrema facilidade, da mesma forma que me fez dar gargalhadas, porém não é uma comédia que lhe deixa com dor na mandíbula de tanto rir, é apenas sutil. E é incrível o quanto o sutil costuma agrada mais.

Os primeiros minutos da projeção já nos deixa com plena certeza sobre o quê acontecerá nos minutos seguintes. Depois aparece a trama clássica do homem divorciado que tenta reconquistar o afeto dos filhos que preferem o padrasto. Lembra muito Guerra dos Mundos e outros filmes-catástrofes que não recordo no momento. E o público não vibrou em momento algum nas cenas de grandiosos efeitos visuais. Porque eles já estão acostumados a ver àquilo na Hollywood de hoje e estão cansados de mais do mesmo, porém não sabem disso, porque há gente que acaba gostando desses filmes apenas por ser bem produzido e mal sabem que esquecerão quando surgir outro no ano seguinte. É assim que funciona o mercado cinematográfico hoje, infelizmente. Um substitui o outro e poucos ficam na memória e com a vontade de ser revisto. Em 2012 você não ver a hora que acabe, porque quando chega à metade da projeção surge a pergunta: o que eles ainda vão contar? As mesmas coisas de sempre: ondas cobrindo as cidades; fugas com veículos enquanto a cidade é destruída atrás. Uma repetição chata e burra, só que em cenários diferentes.
Os personagens têm tão pouco destaque na tela que chega a parecer que estão fazendo apenas pontas. O destaque é a profecia maia e os pôsteres só mostram destruição. O grande fim da humanidade. Fim? Para um filme catástrofe ele até que é otimista e bonzinho demais. Esqueça os finais felizes, eles só funcionam para crianças e o público-alvo não são as crianças. Roland Emmerich – assinando também o roteiro – não poupa melodrama típico de filmes deste porte. Um pai que se culpa por não ter passado muito tempo com o filho; um filho que se culpa por não ter passado muito tempo com o pai. E um presidente (numa analogia à Barack Obama) arrepende-se de não contar a real situação à população ficando para trás por vontade própria. Uma ova. Algo tão forçado que deixa a sensação que foi feito para todo mundo ter pena dos Estados Unidos. Causa uma sensação também de ter assistido uma refilmagem de Um dia depois de amanhã, do mesmo diretor. Totalmente previsível – eu acertava cada “momento surpresa”. Toda a tensão do filme é quebrada pela montagem paupérrima e os grandes efeitos, que nos deixa de boca aberta de tão bem produzidos, são reduzidos às cinzas. Vamos ver qual será o próximo a substituir esse. Avatar, talvez, que ficará por muito tempo na mente das pessoas, espero eu e acho que não estou enganado.

Fama é um filme que não apela muito para ter público e não trata-se de um musical propriamente dito. Os atores cantam e até dão piruetas, mas não como em musicais convencionais em que os personagens dialogam cantando. Eles simplesmente cantam, como você, eu ou como qualquer outra pessoa que canta no seu dia a dia. No entanto, algumas letras dizem o que os personagens querem falar quando elas são cantadas. Felizmente o elenco é bem convincente nas atuações e no canto, sobretudo Naturi Naughton. Uma ideia inteligente foi optar por uso de atores iniciantes, dá-nos uma sensação mais realista ao assistir a projeção. São pessoas realmente em busca da fama, mas na vida real mesmo. Há um ensinamento explícito no filme: o de que é preciso ter talento e aperfeiçoá-lo para alcançar o sucesso. Não basta querer, tem que mostrar que sabe. Espero que os atores novos desfrutem tal aprendizado já que há talentos dispensáveis no longa.
Kevin Tancharoen faz uma retratação bem forte das mulheres em seu longa, mesmo que sejam adolescente ou as mães de adolescentes que mal tem espaço. O filme começa com as audições de jovens para entrar no conservatório. Jenny (Kay Panabaker) sonha em fazer a arte da interpretação, porém tem dificuldades (ou talvez timidez) em se expressar; Denise (Naturi Naughton) é uma brilhante pianista clássica que é aconselhada a dedicar-se a outras coisas, porém a pressão dos pais a deixa receosa e insegura; Kevin (Paul McGill) é o mais empenhado bailarino da turma, porém não consegue ser o melhor. Dos três personagens que citei, todos eles têm os seus "poréns". Todos eles têm dificuldades em alcançar seus objetivos e o filme não tratará de dizer se eles conseguem ou não, conta apenas a trajetória de cada um deles durante quatro anos, como eles aprenderão a superar as dificuldades ou até mesmo se adaptar a elas.
Todos estão cansados de ver por aí que a Pixar Animation Studios é a melhor do ramo de animação atualmente. E os elogios nunca são exageros, pois a Pixar não trata seus filmes como mera animação. Os estúdios deram um Up no gênero e conquistam hoje um gigantesco público adulto também. Obviamente a Pixar não é a única a produzir animações. Altas Aventuras é um programa para ser conferido por todas as faixas etárias. O amadurecimento surge neste filme, mas em parcelas, nada é entregue de uma vez só, pois, como eu havia dito, a cada obra a Pixar tenta se superar. Sentimos que os personagens possuem profundidade, nada fútil ou forçado para ser engraçado, claro que há os coadjuvantes que estão ali para fazer rir, chega ser até necessário.

