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17 de jul de 2008

Batman Eternamente (1995)



Com a saída de Tim Burton da franquia do homem-morcego quem assumiu foi um diretor de filmes sérios, Joel Schumacher. E pelo jeito ele se empolgou com a coisa. Além da conta, por sinal. Se os filmes anteriores de Batman tinham suas virtudes Joel fez questão de ignorá-las. Não há mais os cenários grandiosos, nem a belíssima direção de arte, nem tampouco o tom sombrio essencial para construir a história do Batman. Batman Eternamente tem um resultado catastrófico, tanto que nem vale o esforço de uma resenha aqui...

Val Kilmer, visto como galãzinho na época, substitui o papel que antes era Michael Keaton, com uma novidade: a armadura do morcegão possui mamilos bem salientes e nada discretos. Ele até que tentou, mas era inexpressivo demais para interpretar Bruce Wayne, além disso ele protagonizou uma das cenas mais toscas em adaptações de quadrinhos para o cinema: O close das NÁDEGAS de Batman enquanto veste as calças do uniforme! Para piorar a situação trouxeram o Robin (Chris O´Donnel, com mamilos iguais ao de Batman, é claro). E falando em Robin, é inaceitável que Dick Grayson encontre a bat-caverna na maior facilidade (que espécie de esconderijo é esse?). Nessa versão o Robin não é um garoto órfão e indefeso, é um mauricinho à beira dos trinta nas costas do patrão Bruce.

Os produtores contra-atacam: para não dar muito na cara que os dois (Batman & Robin) supostamente tenham um relacionamento, puseram Nicole Kidman como a nova namorada de Bruce Wayne. Ela interpreta a psicóloga Chase Meridian e faz de tudo para conquistar o vigilante de Gothan, mas não se engane; essa foi a pior atuação da atriz. Enquanto isso, dois vilões (?) se unem contra ele. O Charada, vivido por Jim Carey em seu pior papel cômico. E o Duas-caras, vivido por Tommy Lee Jones na atuação mais forçada do filme. E lá se vão desperdícios de bons personagens.

No fim, o Duas-Caras morre e o Charada, que graças a seu pavoroso aparelho leitor de mentes (Um capacete em forma de liquidificador. Cruzes!), havia descoberto a identidade secreta do Batman, enlouquece e vai parar no Asilo Arkham. Conclusão: De cinema e quadrinhos, Joel Schumacher entende menos que Tim Burton. Mas o pior ainda está por vir...

5 comentários:

  1. Eu me pergunto que diabos eles estavam pensando quando trocaram o péssimo Michael Keaton pelo Val Kilmer, é sério. O Bruce Wayne de Batman Eternamente foi o mais bostinha de todos, fazia até biquinho quando olhava pra Nicole Kidman. Péssimo. O filme, os atores, o roteiro, tudo péssimo.

    Eu bem gosto dessa coisa mais séria que toma conta do recomeço do Batman. Porque, todas aquelas alegorias de escola de samba que tomaram conta dos filmes anteriores fazem mal para as minhas vistas, credo! Gosto da humanização do novo Batman, afinal, ele não tem super poderes como o superman, e é justamente a sua ´alma de justiceiro´ que fez eu me apaixonar por ele. Nada de cryptonita, nem mutação, apenas um homem comum que faz valer a Lei em Gotham.

    Gostei daqui vou te linkar.

    Tchau.

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  2. A única coisa que eu gosto nesse filme é da música do Seal: "Kiss From a Rose".

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  3. Assim como o anterior, não me recordo muito bem, vou ver eles amanhã na maratona que vai passar na TNT para relembrar, mas esse por sinal me parece bem fraquinho ...

    Abraço
    Mateus

    PS: Bom Batman pra você amanhã! ;]

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  4. Obs: podemos te linkar no "Cinéfilos do Cinema"?

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  5. Ah tah! Desculpa então, tá?

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