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16 de nov de 2009

(500) Dias Com Ela (2009)


A maioria dos casais de namorados que vão ao cinema ver comédias-românticas sabem que assistirão um filme que o cara conhece a garota faz de tudo para conquistá-la; eles acabam ficando juntos; surge uma crise, eles brigam e se separam; e no fim do filme eles fazem declarações uns aos outros e terminam juntos. É esta a base dos filmes de comédia-romântica ultimamente. E parece que todo mundo já está cansado da mesmice. Hoje, é para isso que servem a maioria das comédias-românticas com tramas clássicas: entreter namorados que, nem prestam mais atenção nestes filmes. Existe a regra e a exceção. 500 dias com ela é a exceção. O filme já começa com uma impactante, inteligente e hilária nota dos autores que já nos mostra o quão diferente será os minutos seguintes da projeção. "Diferente" é o que distingue 500 dias com ela.

Na trama, que gira em torno dos quinhentos dias do título, Tom Hansen vivido por Joseph Gordon-Levitt é um vendedor de cartões. Ele está em uma reunião com seu chefe quando ele apresenta sua nova assistente, Summer (daí o título original intraduzível (500) of Summer) vivida por Zooey Deschanel, numa atuação bastante carismática. Tom logo fica impressionado com sua beleza – e nós também, é claro –, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Passando poucos dias eles iniciam um relacionamento.

Porém o que torna tudo diferente no filme é a forma como é contatada, numa montagem inteligente - contato pelo ponto de vista de Tom - que molda a película de uma forma espetacular, mesmo que não seja uma edição revolucionária ela não segue ordens cronológicas, mas fisga totalmente os olhares do espectador que tem a sensação te ter visto um filme completo no final. Gosto de falar em sensações nas críticas, porque acho que um bom filme é aquele que você sente todos os tipos. É absolutamente inacreditável que 500 dias com ela tenha conseguido arrancar lágrimas minha numa extrema facilidade, da mesma forma que me fez dar gargalhadas, porém não é uma comédia que lhe deixa com dor na mandíbula de tanto rir, é apenas sutil. E é incrível o quanto o sutil costuma agrada mais.

Marc Webb, em seu primeiro longa-metragem, mostra a força que o cinema contemporâneo tem para mostrar e que alguns diretores só sabem mostrar por trás de grandiosos efeitos visuais. Sua experiência vem dos videoclipes. Há tantas sacadas inteligentes neste filme que deixam os olhos de qualquer cinéfilo brilhando. Uma das sacadas é a tela sendo dividida em duas mostrando as “Expectativas” e a “Realidade”. 500 dias com ela é uma retratação do amor moderno, mostra de forma realista e chega a ser até brutal em certos momentos, no entanto não abandona a sensibilidade e mesmo que esta declaração soe meio clichê, é a melhor comédia-romântica do ano, realmente.


500 Dias Com Ela
((500) Days of Summer, EUA, 2009)
Direção: Marc Webb Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg, Patricia Belcher, Rachel Boston, Minka Kelly. Comédia/Romance. 95 min.

14 comentários:

  1. A cada nova crítica que leio sobre este filme, maior é a minha vontade de conferí-lo.

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  2. Kamila, você tem que assistir, é simplesmente extraordinário...

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  3. Deve ser um filme tão gostoso de se assistir, os dois trailers dele já encanta,por sua história e trilha!/

    Vou ver!!! Boa sugestão!!!

    ABRAÇO

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  4. Uma ótima surpresa, esse filme. O mais adorável do ano.

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  5. Ok Ok. Já entendi que é o filme mais agradavel da temporada ...rs!

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  6. Um filme digno de ser visto! Gostei da sua crítica e concordo quando disse que a comedia do filme é sutil: verdadeiramente é, e agrada mais ainda por isso.

    Webb deve continuar nesse ramo, porque provou ter competência e criatividade!
    Adorei tbm a cena do Espectativas X Realidade

    Passarei tambem mais vezes aqui e o seu blog já ta adicionado á minha lista.
    Assim que der, leia mesmo minha critica do filme

    Abraços.

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  7. Aihn... quero ver logo este filme. Parece ser bom pacas.

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  8. Cara, não conhecia seu blog. Cheguei aqui, por acaso, e curti muito do que li.

    Resolvi comentar nesse post porque, na última sexta, fui conferir (500)Dias com Ela. Que filme! Simples, despretensioso, charmoso. E cheio de referências, como essa que você citou, que me remeteu à "Anne Hall"...

    O fato é que curti tanto o filme, que me aventurei até a escrever sobre lá no blog. E olha que o meu "Diz" não é sobre cinema!

    Pergunta indiscreta: quantos anos você tem?! Cara, tu manda muito bem!

    Se puder me dar a honra:

    www.marcelo-antunes.blogspot.com

    Abração e sucesso!

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  9. Ah, eu sou o Marcelo, tenho 32 anos e sou do Rio.

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  10. Ricardo, é um filme delicioooso de assistir.

    Matheus, o mais adorável, com certeza. O roteiro, a direção, a trilha, perfeitamente competentes.

    Cleber, e parece ser unanimidade entre os cinéfilos.

    Marcelo, Webb deve continuar no ramo e nos mostrar mais trabalhos formidáveis com este. Vou ler sua crítica agora e comentar lá ;D

    Wally, veja logo. É indispensável para qualquer cinéfilo.

    Marcelo A., que bom que tenha gostado do Tablito. Eu já visitei o seru também e é ótimo também, parabéns. Acreditaria se eu falasse que nunca vi "Anne Hall", de Allen. Ah, tenho 16 anos.

    Abração a todos vocês!

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  11. é o melhor filme romântico de todos os filmes românticos, apesar do fim meio trágico. me identifiquei até. com toda certeza 500 dias com ela é exceção. Fael, o blog tá cada dia melhor, sério. *---*

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  12. Brigado, Djara. Isso é muito importante vindo de você (a únca blogueira que tenho contato pessoalmente)... 500 dias com ela é exceção, sem a menor dúvida! Bjo.

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  13. Fael, eu curti muito o filme. Ele é a prova de que ainda é completamente possível fazer uma boa comédia romântica e contornar o famigerado clichê. Creio que, apesar de não ter um final tão feliz, ele nos mostra de uma maneira muito interessante um relacionamente... achei completamente válido!

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  14. Robson, acho ótimo quando as pessoas dizem q gostaram do filme. Achei o final ótimo, há uma fuga do óbivo. Abraço!

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