

Um jovem bem sucedido larga tudo e parte sozinho para ir viver uma aventura na natureza, não informando a ninguém aonde vai ou quando volta pra casa. A premissa de 127 horas me faz lembrar o personagem de Emile Hirsch em Natureza Selvagem, mas os filmes seguem caminhos bem distintos e cada um tem suas qualidades.
127 horas é mais um filme claustrofóbico que mergulha na mente de um ser humano consumido pelo desespero de querer sobreviver. O mais recente filme do gênero Enterrado Vivo foi além de cumprir seu papel. É um grande desafio manter o público com os olhos fixos na tela de um filme que teoricamente se passa em um cenário. Para evitar o tédio Danny Boyle interpola as cenas entre flashbacks e alucinações do personagem. Algo necessário já que o filme não é completamente claustrofóbico e tem seu primeiro ato com um Aron Ralston “livre”. O principal objetivo que o filme quer alcançar só começa quando o título surge. Se o público foi apresentado a um personagem que podia se deslocar para qualquer lugar, restringir esse personagem é algo repentino e forçado, por isso o uso constante dos flashbacks. Boyle, porém usa isso muito bem a seu favor nos momentos certos e necessários.Preenchendo cenas também com a ótima trilha sonora de A. R. Rahman, 127 horas carrega seu espectador ao desespero muito pelo extremo realismo que Boyle entrega seu longa. Repetindo parcerias, além do compositor Rahman, o diretor trabalha novamente com o roteirista Simon Beaufoy e o fotógrafo Anthony Dod Mantle (trabalhando junto com Enrique Chediak), a diferença mais notável da equipe técnica é o editor Jon Harris e a menção ao Oscar é completamente necessária e não surpreenderia se vencesse essa categoria.
A montagem de 127 horas é tão espetacular que pode ser, depois da direção, o que mais agrada na produção. Óbvio que o grande carisma de James Franco influencia isso também. Sua atuação é ótima sendo bem convincente principalmente em momentos de desespero do personagem. É notável o quanto ele foi dedicado ao papel de Aron, o quando ele transforma a trama factual. Danny Boyle que não tem medo de ousar, prova disso é na cena mais chocante do filme, onde montagem, trilha sonora, atuação e direção funcionam tão perfeitamente que dão esperança para o cinema aos cinéfilos. Um trabalho tão espetacular de direção não deveria ser tão ignorado. Trata-se de um filme feito porque evidentemente faz cinema por amor. 127 horas é a certeza de que o ousado quase sempre funciona e não há nenhuma restrição, nenhum medo, só a vontade de fazer um grande filme. E bom que essa vontade se concretiza.



127 Horas
(127 Hours, EUA, Inglaterra, 2010)
Direção: Danny Boyle Roteiro: Danny Boyle, Simon Beaufoy Elenco: James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Sean A. Bott, Clémence Poésy. Biografia / Drama. 94 min.
Indicações ao Oscar 2011: filme, ator (James franco), roteiro adaptado, montagem, trilha sonora, canção original (If I Rise)

O tema atrai muitos cineastas. Os boxeadores são vencedores em cima do ringue e fracassados quando descem. É tipico que a maior moral do longa seja superação, apesar de que os conflitos com a família passem as principais mensagens do filme.
Micky poderia ter uma carreira brilhante não fosse o sufoco que seu irmão e sua mãe Alice (
Por isso é sempre bom ter o pé atrás para todos os filmes que for ver. Mesmo que seja de seu cineasta favorito, nunca se deve opinar sobre algo que não se viu. Pode até parecer clichê – e realmente é –, ou pode até ser que os personagens sejam clichês – e são mesmo –, porém é impossível não se apegar à condução do roteiro de 

O filme tem um inicio que tenta preparar o espectador para o que virá a seguir, mas mesmo assim é impossível não sentir sua paz perturbada pelos sofrimentos e anseios de Nina. Construído de uma forma impecável, a personalidade de Nina é ambígua propositalmente. O que presenciamos é como sua obsessão pela perfeição afeta sua vida e como o tratamento sufocante de sua mãe a atrasa. Quando é apenas Nina ela fica tão perdida quanto quem está encarando boquiaberto à projeção. Não que a confusão, se é que existe confusão, atrapalhe a apreciação. Aronofsky gosta de brincar com quem assiste a seus filmes, gosta de pisar em seus personagens para que em nenhum momento você sinta que está tudo bem.
Cisne Negro é sobre uma batalha interna contado de uma forma sombria e num ritmo fantástico. Até chegar ao ápice da perfeição (que é o ato final) quem está assistindo pensa que não pode ser melhor. Do prólogo até o epílogo Cisne Negro consegue ser perfeito e nesse caso a busca pela perfeição de Aronofsky não encontra nenhum erro. Creio que não seja em necessário comentar sobre a montagem e a fotografia quando esses dois aspectos se restringem a um simples adjetivo. No final, quando já estamos devastados, não é Nina que você grita repetidas vezes. É Natalie Portman.
Sonho VS Realidade. A luta constante enfrentado por Cobb (
Sobre o elenco não se deve economizar nos elogios. Pouco espaço na tela não deve ser sinônimo de má atuação em nenhuma das hipóteses. Temos aqui um Leonardo DiCaprio atormentado e cheio de remorso; 

O que mais chama atenção é toda a experiência que um estreante pode ter nesse ramo.
A equipe escolhida a dedo não deixa a desejar em nenhum momento sequer. O fotógrafo